Sei que a profissão de professor é muito desgastante e mal remunerada. Desde a minha infância vivo esta realidade na família. Sou filho de professora, marido, irmão, tio, primo, sobrinho e cunhado de professores. São dezenas destes profissionais na família.
Infelizmente, nos dias de hoje, o citado desgaste é muito maior que em tempos passados. Os pais se colocam contra a autoridade do (a) professor (a) e, em sala de aula, quem manda é o “aluno” (se é que se pode chamá-lo assim). No passado, faziam questão (os pais) que a autonomia e a autoridade do professor prevalecessem sobre os filhos, em total demonstração de apoio aos profissionais de educação.
Para piorar, nesta última década, os mestres e mestras, em geral, tem sido reféns de alguns governantes que, se quer pagam o Piso Nacional do Magistério.
Especialmente em Tubarão, cidade onde nasci, resido e gosto muito, o prefeito – o qual ajudei a eleger -, está realmente prejudicando os professores ACTs (admitidos em caráter temporário), ao não lhes conceder uma semana (cinco dias corridos) de recesso – o que não é férias – no mês de julho.
Argumentam que o professor ACT não tem direito às citadas ‘férias’, pelo fato de ainda não terem completado um ano de trabalho. Contudo, não se trata de férias, mas de recesso, como possui o professor efetivo. Estes têm recesso em julho e, se fosse férias, deveriam receber o 1/3 do salário (por se tratar de férias). Mas como é recesso, não tem esse direito. O que não deixa dúvidas que se trata, realmente, de recesso.
E os vereadores, que antes de completarem um ano, já gozam de recesso?
E onde está a prática dos direitos iguais? Estão discriminando o professor efetivo do ACT. As funções das duas categorias em sala de aula não são iguais? O professor efetivo trabalha mais que o ACT?
Já não basta o fato de o professor ACT não receber gratificação, quando possui especialização (pós-graduação), enquanto o efetivo recebe. Novamente a pergunta: Onde estão os direitos iguais previstos na Carta Magna?
Com a resposta, o senhor prefeito…
