A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira (27) a profissionalização da arbitragem brasileira, um projeto inédito que começa a ser implantado em 2026, inicialmente nos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro. Entre os 20 árbitros principais escolhidos para integrar o novo modelo está o catarinense Bráulio Machado, natural de Laguna.
Pela primeira vez, a CBF vai formalizar contratos de trabalho com árbitros, assistentes e profissionais de VAR, criando uma estrutura fixa de remuneração, acompanhamento físico, técnico e psicológico, além de critérios objetivos de avaliação de desempenho.
Quantos árbitros serão contratados
Neste primeiro ano do programa, a CBF vai contratar 72 profissionais, distribuídos da seguinte forma:
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20 árbitros principais
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40 árbitros assistentes
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12 árbitros de VAR
Esse grupo será responsável por cobrir as 380 partidas da Série A. Eventualmente, os profissionais também poderão ser escalados para jogos da Copa do Brasil e para rodadas decisivas da Série B.
A lista de árbitros disponíveis para cada rodada será atualizada jogo a jogo, o que deve impactar diretamente a dinâmica das escalas ao longo da competição.
Lista completa dos 20 árbitros profissionais da CBF
Os árbitros principais selecionados para o primeiro ano de profissionalização são:
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Alex Stefano
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Anderson Daronco
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Bráulio Machado
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Bruno Arleu
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Davi Lacerda
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Edina Batista
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Felipe Lima
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Flávio Souza
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Jonathan Pinheiro
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Lucas Casagrande
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Lucas Torezin
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Matheus Candançan
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Paulo Zanovelli
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Rafael Klein
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Ramon Abatti Abel
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Raphael Claus
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Rodrigo Pereira
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Savio Sampaio
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Wagner Magalhães
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Wilton Sampaio
A participação no programa depende da aceitação formal do árbitro. Caso haja recusa, a CBF conta com uma lista de suplentes.
Contratos, salários e início do programa
Os contratos serão firmados em fevereiro de 2026, com início oficial do programa em 1º de março. Os árbitros serão contratados como pessoa jurídica, modelo que não permite dedicação exclusiva, mas exige prioridade total à atividade de arbitragem.
A remuneração será composta por:
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Salário fixo mensal, com valores diferentes conforme a categoria (CBF ou FIFA);
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Pagamento por partida, como já ocorre atualmente;
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Bônus por desempenho, baseado em avaliações técnicas e físicas.
A CBF não divulgou valores individuais, mas informou que a média salarial dos 72 contratados será de aproximadamente R$ 13 mil mensais. No caso dos árbitros principais, os vencimentos fixos ultrapassam R$ 30 mil, além dos adicionais.
Critérios de escolha dos profissionais
A definição dos primeiros contratados seguiu três critérios principais:
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Estar no quadro CBF ou FIFA;
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Ter maior número de escalas na Série A em 2024 e 2025;
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Apresentar nota média elevada nas avaliações de desempenho da CBF nas últimas duas temporadas.
Avaliações, promoções e rebaixamentos
O programa prevê um sistema contínuo de avaliação. Os árbitros serão analisados com base em:
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Controle de jogo;
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Aplicação das regras;
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Desempenho físico.
Com base nesse ranking interno — que não será público —, a CBF prevê no mínimo dois acessos e dois rebaixamentos por ano entre os quadros profissionais.
Quatro pilares da profissionalização
O projeto foi inspirado em modelos adotados em países como Alemanha, Inglaterra, Espanha e México e se apoia em quatro pilares:
Remuneração estruturada
Salário fixo, pagamentos variáveis, bônus por desempenho e benefícios como auxílio para academia.
Excelência física e saúde
Rotina semanal de treinos, uso de smartwatches fornecidos pela CBF, além de acompanhamento com nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Estão previstas quatro avaliações físicas anuais, que podem afastar o árbitro temporariamente das escalas.
Capacitação técnica contínua
Imersões mensais com aulas teóricas, testes, análises de lances polêmicos e treinamentos práticos para padronização de critérios.
Tecnologia e inovação
A CBF planeja implementar o impedimento semiautomático, ainda sem data definida, e o uso da refcam, câmera acoplada ao corpo do árbitro para monitorar o comportamento de atletas e membros das comissões técnicas.
Para o biênio 2026/2027, o investimento total da CBF na arbitragem será de R$ 195 milhões.
