Início Geral Programa Mais Médicos: Região perde 8 profissionais com saída de cubanos

Programa Mais Médicos: Região perde 8 profissionais com saída de cubanos

Foto: Divulgação/Notisul
Foto: Divulgação/Notisul

Jaguaruna

Com o anúncio da saída dos cubanos do programa Mais Médicos, a Amurel vai perder oito profissionais que atuavam em sete cidades. Eles exerciam a profissão em Armazém (1), Braço do Norte (1), Grão-Pará (1), Jaguaruna (2), Pedras Grandes (1), Pescaria Brava (1) e Rio Fortuna (1).
A coordenadora suplente da Comissão de Coordenação Estadual do Programa Mais Médicos no Estado de Santa Catarina, Aline Daiane Schlindwein, destacou que desde o ‘chamado’, os profissionais de Cuba pararam de trabalhar no Estado. “Sabemos que alguns médicos cubanos que atuavam em Santa Catarina já voltaram para o seu país. A informação que temos é que os voos com esses profissionais seguem até o próximo dia 8”, destaca.

Nesta semana, foram abertas as inscrições para as 258 vagas do Programa Mais Médicos em Santa Catarina, que antes eram ocupadas por cubanos. No Estado, serão 246 vagas para municípios e 12 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). No país serão ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 Dsei. “Recebemos nesta sexta uma informação do Ministério da Saúde, que para o Estado 248 vagas já foram contempladas”, expõe.

Os profissionais devem se inscrever por meio do site e todo o processo é online e conduzido pelo governo federal. O início das atividades está previsto para o próximo dia 3. O país caribenho enviava profissionais para atuar no Sistema Único de Saúde desde 2013 e anunciou fim da parceria na última semana. Conforme o anúncio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que intermediava a cooperação entre os países. Aline conta que adequações precisaram ser feitas para atender a demanda.

As inscrições vão até o dia 25 deste mês para os médicos brasileiros. Todas as vagas serão ofertadas aos médicos (brasileiros e estrangeiros) que já tenham registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Brasil ou com diploma revalidado no país. Depois da inscrição, serão solicitados no próprio site documentos de identificação, diploma e certificações comuns a todas as contratações no serviço público.

Sobre os atendimentos, ela expõe que neste período em que os profissionais tiveram na região, não foram registradas reclamações da população contra os profissionais. “Ninguém reclamou nesse sentido até o momento. O que ocorreu foram que alguns municípios estavam muito receosos pela falta destes profissionais.

Os colaboradores do Mais Médicos recebem bolsa-formação (atualmente no valor de R$ 11,8 mil) e uma ajuda de custo inicial entre R$ 10 mil e R$ 30 mil para deslocamento para o município de atuação. Além disso, todos têm a moradia e a alimentação custeadas pelas prefeituras. Cuba começou a enviar profissionais para atuar no Sistema Único de Saúde em 2013, quando o programa foi criado pela presidente Dilma Rousseff (PT) para atender regiões carentes sem cobertura médica.

Sair da versão mobile