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Projeto Educar Para Viver recebe visita de Luciano Huck

Letícia de Oliveira

Imbituba

Com 18 anos de criação, o Projeto Educar para Viver do professor Leandro Elias, conhecido como Bananinha, recebeu uma visita ilustre nesta quarta-feira. O apresentador da Rede Globo, Luciano Huck, esteve na casa do professor de Surf para conhecer a iniciativa promovida em Imbituba.

Luciano esteve na casa de Bananinha, no bairro de Vila Alvorada, e conheceu o espaço onde ocorrem as aulas teóricas de surf. O projeto não tem uma sede própria, por isso as crianças entre cinco e 15 anos vão até a casa do professor para aprenderem o esporte. 

O apresentador também acompanhou as aulas práticas na Praia do Porto, onde Bananinha ensina as crianças a se equilibrarem na prancha até a pegarem uma boa onda. Foi um momento de grande emoção para o surfista e seus alunos. Em pouco tempo, o local ficou tomado por curiosos. Todo mundo querendo registrar a presença do ídolo.

O apresentador do Caldeirão do Huck fez gravações com o professor e seus familiares, com os alunos e até com os pescadores locais. Luciano, que havia recebido informações do projeto social, decidiu conhecer o trabalho e o local onde as aulas são ministradas.

 “Ele veio fazer uma surpresa pra mim. Estou muito emocionado, porque eu nunca fiz o meu trabalho esperando algo em troca. Até agora, eu não sei como ele teve conhecimento do projeto. A presença do Luciano Huck aqui é a realização de um sonho”, falou o professor Bananinha.

Há uns 20 dias, o projeto já havia recebido a visita da equipe da Rede Globo que obteve depoimento do professor e acompanhou a sua rotina. O projeto Educar para a Vida sobrevive da ajuda da comunidade. Todas as roupas de borracha e pranchas foram doadas por amigos do professor. As aulas ocorrem gratuitamente três vezes por semana, sempre às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, das 14h horas às 16h.

O projeto, que já formou mais de 1500 jovens atletas, também abre espaço para crianças e adolescentes autistas, cadeirantes, surdas-mudas e com Síndrome de Down. E, boa parte das crianças e adolescentes, tem algum histórico de vulnerabilidade social. 

“Eu ainda não sei o que vai acontecer. Eles passaram o dia gravando com a gente. Conheceram a minha história e as nossas condições de trabalho. Eu espero algo de bom do Caldeirão do Huck”, falou emocionado o professor Bananinha.

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