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Projeto gera bate boca na câmara de vereadores

Zahyra Mattar
Capivari de Baixo

A assembleia dos professores da rede municipal de ensino de Capivari de Baixo terminou na câmara de vereadores, nesta terça-feira. E a sessão da casa terminou de forma tumultua, inclusive com reforço policial para evitar as vias de fato.
Os educadores reuniram-se para discutir a possibilidade de terem benefício da hora-atividade e da aula excedente cessado. Contudo, até aquele momento, ninguém sabia que um projeto de lei, de autoria do executivo, ingressava na ordem do dia do legislativo.
Foi rastilho de pólvora. Mais de 100 professores ‘invadiram’ o plenário da câmara para exigir que a matéria não fosse votada. E foi aí que a confusão começou.
Os parlamentares começaram a bater boca, os educadores queriam ter o direito de expressar. Para evitar ainda mais escândalo, o presidente Manoel da Silva Guimarães (PT), o Farinheira, retirou o texto da ordem do dia.
“O projeto de lei foi protocolado hoje (terça-feira), às 15 horas, sem que ninguém soubesse. Não podem retirar um direito adquirido. Os professores estão extremamente revoltados”, destaca a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), Laura Oppa.
O que se sabe é que em dezembro do ano passado a carga horária dos professores foi aumentada de 20 para 40 horas, com dez horas-atividade por semana.
Com isso, os educadores atuam 30 horas em sala e completam o restante do tempo com o planejamento das aulas, por exemplo. O mesmo ocorre com a hora excedente. A intenção da prefeitura é cortar o benefício, também assegurado em lei.

Atos públicos tomarão as ruas da cidade

Ainda esta semana, os professores da rede municipal de ensino de Capivari de Baixo realizarão nova assembleia. O encontro deve ocorrer nesta sexta-feira.
Em paralelo, a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), Laura Oppa, protocola nesta quarta-feira um ofício para pedir a palavra na sessão da câmara de vereadores da próxima terça-feira.

“Queremos explicar aos parlamentares o nosso posicionamento e buscar o apoio da casa. A prefeitura age de má fé. É preciso debater a questão”, avalia.
Conforme a presidenta, a justificativa da secretaria de educação da prefeitura é que a medida é necessária por o gasto com a folha salarial é muito alto.
“Somos sensíveis aos problemas da administração, mas a maneira como o assunto é tratado está, no mínimo, equivocada. Queremos o diálogo e não descobrir que um projeto tão importante é enviado para votação na surdina”, reivindica Laura.

Na assembleia desta semana, os professores também deverão organizar atos públicos para serem deflagrados nos próximos dias. Neste primeiro momento, não existe indicativo de greve ou outro ato que paralise as atividades.
Atualmente, a rede municipal de Capivari de Baixo possui cerca de 180 professores contratados. Uma média de 130 educadores são efetivos. O restante atua de forma temporária.

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