Florianópolis
As baixas safras da tainha, registradas nos últimos anos, motivaram um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) em conjunto com a Epagri/Ciram. O estudo prevê a criação do pescado em cativeiro. A ideia é que em dois anos já se tenha um sistema de produção consolidado.
Segundo os representantes da Federação de Pescadores de Santa Catarina (Fecapesca), no ano passado a safra foi de 1,3 mil tonelada. A temporada deste ano ainda não terminou, mas a safra não deve passar de 1,5 tonelada.
O projeto pode acabar com a incerteza de uma boa safra e com a espera dos consumidores para saborear a tainha somente em uma época do ano. “O objetivo é levar para o aquicultor a possibilidade de ter uma nova espécie pra cultivar em cativeiro, ofertando a tainha em um período que não é o da safra. De repente teremos tainha o ano inteiro para o consumidor”, explica Fabiano Muller da Silva, gerente do Centro de Desenvolvimento de Aquicultura e Pesca da Epagri.
A última desova rendeu cerca de 100 mil tainhas, que são cultivadas em tanques de cativeiro. Elas estão com um mês de vida, e nessa idade têm cerca de um centímetro. Depois de três meses, elas são levadas para um tanque externo, onde o crescimento dos peixes é analisado.
A criação da espécie em cativeiro pode ainda permitir períodos de defeso mais longos, melhorando, futuramente, a pesca no ambiente natural. Além disso, complementar a quantidade de tainha no mercado, que resultará na melhora do preço para o consumidor.
