
Eduardo Zabot
Tubarão
A polêmica criada em torno da alteração do período de férias dos professores da rede municipal de Tubarão ainda vai dar pano para a manga. Ontem, na câmara de vereadores, o projeto 003/2011, que altera a lei 046/2001, foi retirado da ordem de votação da casa.
A prefeitura quer estabelecer 30 dias de férias e 15 de recesso, em julho. A norma em vigência, contudo, prevê 45 dias de férias. Alguns professores acompanharam, ontem à noite, o trâmite da matéria na câmara. Eles também entregaram um ofício a fim informar que não houve acordo entre a categoria e a administração sobre o assunto.
Com o intuito de esclarecer tudo, o líder do governo no legislativo, Matusalém dos Santos (PT), agiu rápido. “A pedido do prefeito Olavio Falchetti (PT), quero pedir que este seja retirado da ordem do dia. Precisamos analisar e discutir melhor com os professores”, justificou.
A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), Laura Oppa, quer abrir o debate. “Não conversamos sobre essa alteração, que é prejudicial para os professores”, declara.
A presidenta da Fundação de Educação de Tubarão, Lúcia Helena Fernandes de Souza, rebate. Segundo ela, uma reunião, em janeiro, foi realizada com a presença de membros do sindicato. “Entre os assuntos discutidos no encontro estava essa alteração nas férias”, contesta.
Salário
A preocupação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut) é em relação ao pagamento dos professores, explica a presidenta Laura Oppa. A lei federal do magistério prevê 45 dias de férias, mas com o projeto analisado ontem, os professores perderão 15 dias de descanso e também o pagamento por este tempo.