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Projeto social depende de cessão de uso de terreno

Willian reis
Laguna

O Centro Social Urbano (CSU) no bairro Progresso, em Laguna, cujo prédio está se deteriorando e não recebe mais nenhuma atividade socioeducativa aos moradores, pode se transformar em um polo para ações esportivas e culturais. Mas a implantação do projeto esbarra na burocracia.

Em 19 de maio, diante de representantes da comunidade, associações e conselhos do município, a prefeitura e o Sesc apresentaram a proposta de implantação do Programa Sesc Comunidade em Laguna. O projeto propõe a construção de um espaço onde serão ofertadas atividades socioeducativas e culturais de forma gratuita.

Pela proposta, o Sesc se compromete a construir um ginásio poliesportivo coberto, um campo de futebol com grama sintética, várias salas (reuniões, depósito, administração, vestiários e sanitários), playground e academia da terceira idade. Segundo o gerente do Sesc em Laguna e Tubarão, José Eduardo Fernandes de Oliveira, a iniciativa deve custar cerca de R$ 2 milhões à instituição.

Porém, para implementar o projeto, o Sesc precisa da cessão de uso do terreno. Sem ela, nada pode ser feito. O prefeito Mauro Candemil afirma que, em dezembro de 2015, encerrou o contrato do Estado com o município, pelo qual a prefeitura deveria desenvolver atividades sociais por dois anos. Com o fim do prazo, o Estado requereu a área novamente. Agora a prefeitura tenta reaver o terreno para poder cedê-lo ao Sesc. “Ainda este ano deve ser feita a transferência para o município”, diz Candemil.

Além do complexo a ser criado pelo Sesc, a prefeitura planeja construir uma área para a Associação Cultural, Social e Terapêutica da Região da Amurel (Acustra), outra para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e uma creche.

O gerente do Sesc lembra que o projeto foi viabilizado ainda em 2014. “Quanto mais tempo passa, pior. Outras cidades pedem e vão ganhando. Pode demorar a vir os recursos para Laguna. Mas o programa vai sair”, diz.

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