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Projeto vai regularizar a instalação

Apesar de não ter uma voltagem forte, a descarga elétrica desta cerca é eficaz contra assaltantes. Hoje, não existe regulamentação, mas a instalação é feita sobre muros com mais de dois metros.
Apesar de não ter uma voltagem forte, a descarga elétrica desta cerca é eficaz contra assaltantes. Hoje, não existe regulamentação, mas a instalação é feita sobre muros com mais de dois metros.

Eduardo Zabot
Tubarão

A instalação de cercas elétricas em residências e empresas será regulamentada em Tubarão. O projeto de lei 05/2013, de autoria do vereador Nilton de Campos, foi aprovado em segunda votação no legislativo.
A intenção é discutir o assunto e trazer mais segurança para os usuários. “Não queremos proibir. O objetivo é evitar acidentes graves e até mortes”, justifica o vereador.

O documento traz uma série de regras para quem deseja instalar o equipamento, como pagamento de taxas para autorização, com assinatura de um engenheiro responsável. Para o aposentado Itamar Passarela, que há cinco anos colocou cerca elétrica em casa, a regulamentação é importante, porém, não deveria ter custo para o consumidor.

“Eu coloquei e me sinto muito seguro, minha cerca tem pouca voltagem, não mata. Eu concordo que deva existir um padrão, mas a gente já paga tanta taxa, mais uma não”, avalia Itamar.
A mesma opinião tem a moradora Rosane Tartari. Ela defende a regulamentação, e também lamenta a possibilidade de mais um pagamento. “Nós temos um custo alto com isso, e para ser regular vamos ter que pagar mais taxas. Isso eu acho errado”, defende.

Normas conforme a ABNT

O projeto de lei 05/2013 também tem normas para as empresas que instalam as cercas elétricas. A instalação deve ser realizada conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). As empresas têm que estar regularizadas e registradas no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), e é preciso uma autorização de um responsável técnico.
Para o eletricista João Eduardo Botega, a regulamentação é um benefício para todos. “Com as normas certas, vai favorecer, principalmente em termos de segurança e os profissionais capacitados”, analisa.

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