Segundo Executivo lagunense, medida teve de ser adotada para adequar número de funcionários.
Willian Reis
Laguna
Projetos na área do esporte que eram oferecidos a crianças do ensino fundamental das redes municipal e estadual de Laguna foram cancelados pela prefeitura de Laguna. A secretária de Educação, Karmensita da Rocha Cardoso, afirma que os trabalhos podem ser retomados em outubro.
Os projetos contavam com cinco professores Admitidos em Caráter Temporário (ACTs), que foram exonerados, e seis efetivos, já remanejados para salas de aula. A justificativa do município para adotar a medida é que, com a queda na arrecadação no segundo semestre, foi preciso fazer uma redução no quadro de funcionários, inclusive para atender as determinações da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Segundo Karmensita, os projetos devem ficar suspensos por dois meses. Se retornarem em outubro, os mesmos professores ACTs que já ofereciam as aulas serão chamados novamente. “Não vai ser preciso um novo processo seletivo, porque entendemos que estes ACTs são os primeiros colocados”, explica a secretária.
As crianças tinham aulas em modalidades como remo, futsal e handebol. Os projetos iniciaram em julho, com a contratação dos professores, e ocorriam nos ginásios de Cabeçudas, Vila Vitória e do Colégio Stella Maris. Muitos materiais ainda estão sendo comprados pela prefeitura. Segundo Karmensita, eram atendidas cerca de 200 crianças e há uma lista de espera para as inscrições.
Os projetos eram custeados com recursos do município. “As aulas eram oferecidas no contraturno, com o objetivo de tirar as crianças da ociosidade. Vejo a medida como pausa, não como cancelamento”, diz a secretária.
Professores teriam sido informados da exoneração há duas semanas
Um dos professores ACTs, Gabriel Marçal era responsável pelo projeto de futsal feminino. Ele diz que os profissionais foram informados das exonerações há duas semanas. Um grupo ainda tentou reverter a medida, mas, no fim da tarde de quarta-feira, receberam a confirmação do desligamento, com a promessa de retornarem em outubro.
O projeto ocorria no Ginásio da Vila Vitória e atendia crianças de 10 a 16 anos de várias comunidades. “Era uma escolinha aberta para qualquer menina que quisesse participar. Tenho fé que as aulas voltem. Não consigo acreditar que acabem de vez com projetos que envolvem tantas crianças, na maioria de baixa renda, sem oportunidades de praticar esporte e sem acesso a lazer”, lamenta Marçal.
