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Promotoria intensifica ações

No detalhe, a Neuza e sua filha Sther. Não há vagas na creche da sua comunidade, o que a levou a um CEI do outro lado da cidade. Até a bandeira na prefeitura parece estar a meio-mastro   - Fotos: Rafael Andrade/Notisul
No detalhe, a Neuza e sua filha Sther. Não há vagas na creche da sua comunidade, o que a levou a um CEI do outro lado da cidade. Até a bandeira na prefeitura parece estar a meio-mastro - Fotos: Rafael Andrade/Notisul

Rafael Andrade
Capivari de Baixo

A situação administrativa de Capivari de Baixo é debatida todos os dias por seus moradores nas rodas de amigos nas praças, nos bancos, em casa. O município, sede de uma das maiores empresas do estado, a Tractebel Energia, atravessa uma série de problemas infraestruturais e em repartições públicas. O déficit educacional no ensino infantil, por exemplo, foi um dos principais motivos que levou o Ministério Público a ingressar duas ações contra o prefeito Moacir Rabelo, uma delas, de improbidade administrativa, a qual pede o seu afastamento imediato. A segunda ação, impetrada no judiciário na terça-feira da semana passada, indica o descumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma terceira ação deve ser deflagrada nos próximos dias, segundo adiantou nesta terça-feira a assessoria do promotor Ernest Kurt Hammerschmidt.

Neuza da Silva, moradora do bairro Santo André, na divisa com Tubarão, precisa se deslocar todos os dias cerca de dez quilômetros para levar e pegar a filha Sther Pizzoloto, de 9 meses, à creche. “Não consegui vaga no Centro de Educação Infantil da minha comunidade. Meu nome está na fila de espera”, informa. Esperamos que esses transtornos de gestão pública sejam logo resolvidos”, complementa. Moacir foi procurado pela equipe do Notisul nesta terça à tarde, mas não atendeu as ligações ou retornou as várias mensagens. A assessoria do MP realça que é necessário o afastamento do prefeito do cargo, pois como agente público poderá interferir no andamento do processo.

O promotor vai recorrer à decisão da juíza Rachel Bressan Garcia Mateus, que, por duas vezes, indeferiu o pedido de afastamento cautelar de Rabelo do cargo. O MP tem 15 dias a partir da notificação para recorrer.

Em entrevista ao Notisul em maio do ano passado, Moacir, que administra a cidade pela segunda vez, confirmava que tentaria a reeleição no próximo pleito. “Meu projeto de governo é o que me credencia a me empolgar, embora com todas as dificuldades. Não por ostentação e por obsessão do poder, mas por querer manter a regularidade de um projeto de construção do município”, definiu à época.

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