Maycon Vianna
Tubarão
As propostas técnicas apresentadas pelos quatro consórcios que participam da concorrência para a execução da obra e elaboração dos projetos básico e executivo da nova Ponte Ferraz-Cavalcanti, sobre o Rio Tubarão, no quilômetro 337 da BR-101, no bairro Fábio Silva, ainda são analisadas.
A comissão de licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), formada por engenheiros e diretores do órgão, emitirá uma nota da parte técnica que, somada à nota da parte orçamentária, o consórcio que obtiver o melhor resultado será homologado como o vencedor.
Segundo informações dos técnicos do Dnit, a proposta apresentada pelos representantes do Consórcio Granville-Tramo, que tinha um valor menor e visava à restauração da ponte já existente, sem demolição e sem a construção de uma nova, não atendia o objeto principal da licitação, então, após reabertura da sessão no último dia 23, a empresa foi desclassificada. Pela ordem cronológica, a primeira etapa da entrega dos documentos e a segunda – que é a abertura dos envelopes – já foram concluídas. Agora, falta definir a homologação da empresa que efetuará as obras da nova travessia, ainda sem prazo para ser divulgado.
Na última visita ao local, os técnicos decidiram que seria melhor a demolição da ponte, pois o valor de uma nova obra e a revitalização da antiga estrutura é o mesmo. A diferença entre elas é o valor da demolição, orçada em R$ 6 milhões. No Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), todos os trâmites burocráticos são agilizados. Os engenheiros do Dnit observam a habilitação da empresa que apresenta a melhor proposta e depois homologa. Em média, são 60 dias para colocar em prática os projetos. Será que realmente este prazo será cumprido?
Nova estrutura junto ao Morro do Formigão
A nova estrutura, que passa pelo Rio Tubarão na BR-101, funcionará de forma conjunta com o túnel do Morro do Formigão. A estimativa é que as obras sejam concluídas em dezembro do próximo ano.
Em um primeiro momento, os técnicos pensaram na possibilidade de restaurá-la, mas estudos apontaram que o mais apropriado é demolir a estrutura e construir uma nova. “Ainda não está definido alguns pontos relacionados à implosão da ponte e o impacto que isso pode trazer ao meio ambiente, como entulhos caídos no Rio Tubarão, por exemplo. Isso requer uma análise técnica criteriosa”, informa o superintendente regional do Dnit, Avani Aguiar de Sá. A previsão é que a obra inicie ainda neste mês, caso a definição da empresa executora não atrase devido à suspensão do edital de licitação para a obra. O valor estimado é de R$ 22 milhões (uma nova ponte está avaliada em R$ 16 milhões e a demolição em R$ 6 milhões), no entanto, esta cifra pode sofrer diferença após conhecer o consórcio que conduzirá a obra.
Consórcio Granville é desclassificado
Durante a seção de abertura das propostas de preços em 27 de dezembro do ano passado, na Superintendência Regional do DNIT, em Florianópolis, constatou-se que o Consórcio Granville-Tramo apresentou proposta de preço inviável e não obedeceu às especificações do instrumento convocatório o que ocasionou a sua desclassificação do processo licitatório para a construção da nova Ponte Ferraz-Cavalcanti. Segundo nota técnica emitida pelo presidente da comissão de licitação do Dnit, engenheiro Nevio Antônio Carvalho, os representantes do consórcio desenvolveram a proposta de adequação e restauração da ponte existente em discordância com o objeto da licitação.
