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Prossiga a obra, senhor presidente

 

Foi duro, tenso, emocionante, de prender a respiração, mas ainda na madrugada de  quarta-feira, 7 de novembro de 2012, o mundo, principalmente o asiático, respirou aliviado: Barack Obama foi reeleito presidente dos Estados Unidos da América.
 
O mundo torceu – a exemplo, também, de 90% dos europeus – para Obama, porque sabe que está em jogo não apenas a cadeira de um presidente, mas o esboço de uma nova ordem mundial.
 
Obama representou, no primeiro mandato à frente da Casa Branca, as possibilidades de um mundo menos excludente e menos belicoso e, na reeleição, o sepultamento do receituário ultraliberal, defendido pelo seu oponente, o republicano Mitt Romney, que, na prática, privatiza lucros e socializa prejuízos, como ocorre em parte da Europa, que se deteriora em vez de se recuperar.
 
Os principais feitos correspondentes: reforma da saúde que favoreceu os mais pobres; recuperação de parte dos empregos perdidos com a gravíssima crise econômica, herdada, de 2008; mais facilidade para os imigrantes; retirada dos soldados do Iraque e uso da diplomacia e de sanções, em vez das armas, como defende Israel – seu principal aliado e ameaçado alvo, no oriente Médio – às instalações nucleares do Irã.  
 
Não fez tudo o que prometeu, principalmente na economia, maior adversário dos governantes, devido à mencionada crise econômica que herdou, mas manteve o foco na promoção das minorias que o sufragaram, mais uma vez, majoritariamente, nas urnas.  
 
Obama avança na conquista dos “Direitos Civis”, iniciados por ícones como Rosa Parks, Malcolm X, Martin Luther king Jr., Reverendo Jesse Jackson, dentre outros, e formalizados pelos presidentes democratas, John Kennedy e Lyndon Jhonson. Quem imaginou que um afrodescendente seria eleito e reeleito presidente da maior potência econômica e militar do planeta, que há menos de 46 anos proibia homens e mulheres negros de votar e frequentar os mesmos lugares que os brancos? Prossiga a obra, senhor presidente. O mundo precisa e merece.
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