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Protesto ocorre mesmo com liminar contra

Com faixas, cartazes e um caixão com fotos de deputados, os manifestantes seguiram pela ponte  -  Elvis Palma/Divulgação/NotisulFoto:
Com faixas, cartazes e um caixão com fotos de deputados, os manifestantes seguiram pela ponte - Elvis Palma/Divulgação/NotisulFoto:

Laguna

Os manifestantes dos sindicatos e movimentos sociais estiveram presentes na ponte de Cabeçuda, em Laguna, para protestar contra o projeto de lei que terceiriza a mão de obra do trabalhador. Cerca de 200 pessoas estiveram no movimento mesmo com uma liminar expedida contra o ato.

Com faixas, cartazes e um caixão com as fotos dos dois deputados do sul que votaram a favor da lei, Ronaldo Benedet e Edinho Bez, ambos do PMDB, os manifestantes agitaram as bandeiras, acenaram e pediram para os motoristas reduzirem a velocidade para ajudar no movimento. O caixão carregado com velas e fotos dos candidatos foi queimado. De acordo com um dos líderes do movimento, Edegar Generoso, a intenção do protesto foi para conscientizar as pessoas sobre a lei.

“É importante que as pessoas saibam os prejuízos que esta lei trará ao trabalhador. Os direitos trabalhistas vão quase deixar de existir, o salário vai diminuir e não haverão mais sindicatos para proteger as categorias”, explicou.

Durante a manifestação, policiais rodoviários e militares organizaram o trânsito e não houve formação de filas. Porém, conforme o chefe da delegacia da PRF de Tubarão, Wilmen Vieira, os manifestantes não tinham autorização para realizar o protesto.

“Eles não podiam seguir pelo trilho como fizeram. Não foi esse o acordo. Tentaram perturbar o trânsito, por isso, vou repassar esta atitude ao juiz. A multa para o que eles fizeram será de R$ 2 mil por pessoa e R$ 20 mil para cada sindicato”, afirmou o policial.

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