
Maycon Vianna
Tubarão
A paralisação de professores e trabalhadores da rede municipal de ensino de Tubarão mobilizou cerca de 200 profissionais ontem. O protesto ocorreu em frente ao Museu Willy Zumblick. No decorrer da tarde, os manifestantes seguiram até o paço municipal. A principal reivindicação dos representantes do Sindicato dos Trabalhadores na área da Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut) é a criação de novos cargos e contratações, principalmente de monitores para a área de educação infantil. A categoria resolveu dar continuidade ao estado de greve.
“Precisamos que um monitor fique após o horário para acompanhar as crianças. Vamos aguardar que saia também o edital para o concurso público até o fim do ano. Veremos como será o andamento das negociações e vamos nos reunir em assembleia para tomar uma posição”, enfatiza a presidente do Sintermut, Laura Isabel Oppa.
Uma reunião com o prefeito Olavio Falchetti (PT) e integrantes da fundação municipal de educação ocorreu, também ontem à tarde, na sede do executivo, com a participação de uma comissão de professores. “Esperamos que ele (Olavio) cumpra o que foi acordado. Ficaremos monitorando. Em relação à regência de classe ficou acertado que quando tiver melhor arrecadação do município será pago o 40% a mais. Também não haverá desconto na remuneração dos professores e demais funcionários por este dia de trabalho sem atividades nas escolas”, avisa Laura.
O Notisul tentou contato, por telefone, na noite de ontem, com o prefeito da Cidade Azul e com um representante da fundação municipal de educação, porém, não houve retorno das ligações para detalhar as tratativas com representantes da classe.