Medo é uma reação natural de todo ser humano, é um instinto de sobrevivência e proteção, uma sensação de alerta na mente e no corpo quando se sente de alguma forma ameaçado fisicamente ou psicologicamente. Em nossa sociedade somos educados para sermos “fortes” e não termos medo. Dificilmente as pessoas (principalmente homens) admitem que estejam com medo, geralmente dizem que estão preocupados, nervosos ou com receio de algo, mas na verdade estão sentindo medo.
Existem medos de coisas lógicas como se deparar com um cão bravo que pode atacar e medos de coisas ilógicas e sem dados reais, como entrar em pânico porque viu uma barata. Há pessoas com medos de lugares fechados, lugares abertos, altura, escuro, avião, sapo, trovoada e tantos outros medos, mas há também medos mais comuns como medo de pessoas, de não ser capaz, de não ser aceito, de não ser amado, de errar, de não conseguir, de não saber, e etc. O problema é que evitar esses medos acaba gerando muito mais transtornos do que seria simplesmente aprender a lidar com eles. Acaba-se criando uma série de defesas de não ir, de não fazer, de não curtir, de não ser feliz, de não ser si mesmo, de não melhorar e tantos outros tipos de “não” que as pessoas impõem para si mesmas por causa dos seus medos. Um medo muito comum entre as pessoas é o do que os outros vão falar e acabam deixando de ser elas mesmas, colocando sua felicidade nas mãos dos outros e essa é com certeza a fórmula para a infelicidade, porque os outros e a opinião dos outros jamais farão alguém feliz, só a própria pessoa saberá onde está sua felicidade.
Os medos podem desencadear fobia (medo extremo de algo), pânico, pavor, ansiedade, insegurança, insônia, timidez e prejudicar o desempenho geral. Nos estudos, por exemplo, a pessoa fica nervosa na hora da avaliação e erra ou tem o famoso “branco”. Em sua vida profissional, não se permite ir além e se desenvolver por medo de não conseguir e de não ser capaz. Nos relacionamentos, tem medo de se expor, fazer amizades ou expressar sentimentos, porque teme ser rejeitado e desta forma cria defesas para não ter que lidar com seus medos.
Muitas vezes, uma grande diferença entre a pessoa realizada e outra que não teve realização em algum aspecto de sua vida foi que a que primeira não se permitiu limitar por seus medos, não se acanhou e se permitiu ousar, ir além e explorar mais os potenciais de si e de sua vida. Já aquela pessoa frustrada em algum aspecto pode ter certeza que aí há medos e defesas, permitindo-se ficar limitada, encolhida, recuada e às vezes reclamando de como a vida é difícil, esperando talvez que alguém ou Deus reconheça seu valor e lhe dê uma oportunidade, mas não faz nada para melhorar a si mesma, quer que os outros lhe valorizem, mas ela mesma não acredita em seu próprio valor.
Os medos geralmente estão associados às experiências passadas, no qual a pessoa foi de alguma forma ameaçada. Essas experiências ficam registradas na mente e, mesmo que não se pense mais nelas, continuam influenciando negativamente os comportamentos atuais. Fica mais que evidente que tentar evitar e negar os medos, acaba gerando muito mais problemas do que seria aprender a lidar com eles. Desta forma, uma boa dica é começar a tomar consciência dos medos que limitam e com uma avaliação profunda começar trabalhar para superá-los. E, se não conseguir lidar sozinho com seus medos, procure um profissional para ajudá-lo e não se permita mais limitar e perder as chances de uma vida muito mais feliz e plena.
