Para as pessoas que possuem partido político ou trabalham em campanhas, a eleição já começou. Os candidatos estão registrados, os comitês funcionam normalmente e os materiais de propaganda já começam a ganhar as ruas. Mas isso não passa de uma falsa sensação. De fato o eleitor ainda não revela grande interesse pelas eleições municipais. O cidadão comum esta ocupado com sua vida, com suas tarefas cotidianas. A pauta é o seu trabalho, os filhos na escola, a festa no fim de semana, a novela, o futebol e, agora, as Olimpíadas.
O início do horário eleitoral, no dia 21 deste mês, é emblemático. A partir desse momento, a eleição efetivamente inicia. Os candidatos entram nos lares por meio do rádio e da TV, de modo que o clima eleitoral esquenta, em razão da avalanche de mensagens que eleitor receberá. O corpo-a-corpo é intensificado e as reuniões são realizadas nos bairros.
A importância do tempo de TV e de rádio foi sentida já na definição das alianças. Os partidos preferidos para coligação foram aqueles com maior representatividade no congresso e, portanto, com mais tempo de TV e de rádio. Os candidatos, que não podem fazer showmícios e distribuir brindes – como ocorria em um passado não tão distante -, investem em equipes profissionais de televisão e rádio. E isso faz toda a diferença.
O maior desafio dos candidatos e de suas equipes de campanha é produzir bons programas diários. Campanha que rende votos é aquela que mexe com a emoção das pessoas, e isso exige sensibilidade. O eleitor vota no candidato que se mostra mais verdadeiro, alguém com competência para resolver os problemas da cidade. Acredito que o início do horário gratuito provoque uma verdadeira transformação no clima das eleições. Os candidatos que souberem trabalhar melhor este quesito, certamente poderão conservar seus índices ou provocar uma virada na eleição.
Por fim, deixo aqui registrado um pedido a todos, em nome da democracia. Participe, busque informações e vote consciente. É verdade que a política possui elevada carga pejorativa no conceito popular. Todavia, contra ou favor de política, nossos representantes serão eleitos. E a partir do dia 1º de janeiro do próximo ano estarão nas prefeituras e nas câmaras de vereadores. Nossas escolhas definem o rumo de nossos bairros, de nossas cidades e de nossas vidas. Analisem, também pela TV e pelo Rádio, e escolham seus representantes com responsabilidade.
Boa escolha e boa audiência!
