Alice Goulart Estevão
Grão-Pará
Quatro assaltantes foram condenados pela justiça a mais de 35 anos de prisão por roubo contra uma empresa em Grão-Pará. Em 2014, um comércio de serviços elétricos, no bairro Rio Pequeno, foi alvo de um violento assalto no dia do pagamento de salário. Os criminosos e o dono da empresa trocaram tiros e ninguém saiu ferido. Cerca de R$ 35 mil foram roubados. Após a investigação do caso, o delegado de Braço do Norte, Marcelo Santos de Bitencourt, indiciou cinco pessoas. Nesta semana, depois de ocorridos os julgamentos, o juiz Klauss Correa de Souza proferiu as sentenças.
Um dos membros da quadrilha era funcionário da empresa: Dhon Leno Pedro, 21 anos, recebeu uma condenação de sete anos e quatro meses. A arma de fogo utilizada no assalto, um revólver calibre 38, foi encontrada em sua residência durante um mandado de busca e apreensão.
Luiz Carlos da Silva, 35 anos, foi sentenciado a 19 anos e um mês, e Carlos Sombrio Maximiano, de 29, a nove anos e quatro meses. A pena maior foi motivada pelo fato do criminoso ser reincidente. Ambos foram encaminhados ao Presídio Regional Masculino de Tubarão.
“Esse é um caso curioso. Os executores estavam em regime semiaberto. Uma empresa fictícia foi criada para parecer que trabalhavam mas, na verdade, cometiam roubos pela região”, explica o responsável pela delegacia de Grão-Pará, Alexandre Martimiano.
De acordo com o policial, os detentos respondem a outros processos criminais. A quarta pessoa, de 40 anos, recebeu um mês e dez dias por facilitar a fuga. Ele e o ex-funcionário poderão recorrer a pena em liberdade, a não ser que o juiz defina o contrário. Também foi determinado que os envolvidos pagassem o custo do julgamento. O quinto indiciado foi absolvido por falta de provas.