Priscila Loch
Tubarão
A redistribuição dos royalties do petróleo no Brasil deve injetar R$ 250 milhões na economia catarinense – hoje são R$ 80 milhões -, e fortalecer inclusive os investimentos na região de Tubarão. Juntos, os municípios que integram a Amurel devem receber mais de R$ 10,6 milhões.
A proposta do senado, aprovada na câmara na noite de terça-feira, permite o uso dos recursos para várias áreas. O deputado federal Carlos Zarattini apresentou um substitutivo pelo qual previa que toda a verba precisaria ser direcionada à educação, mas a sua ideia foi rejeitada.
O projeto de lei ainda precisa ser sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, alerta o prefeito eleito de Gravatal, Nardo Nesi, que acompanhou o assunto de perto durante os anos em que ocupou o cargo de secretário executivo da Amurel. De qualquer forma, já dá para começar a planejar os investimentos.
“Não dá para gastar por conta, mas, se a Dilma sancionar, será uma beleza. Se vir mesmo esse recurso, penso em contratar uma empresa para profissionalizar a educação do município, para especializar os professores, adquirir material didático de mais qualidade, valorizar os professores e ter alunos com o Ideb 8”, projeta Nardo, que volta à prefeitura da Capital das Águas Termais em janeiro.
As mudanças atingem tanto o petróleo explorado por contratos de concessão quanto aquele que será extraído sob o regime de partilha. Para o deputado federal Jorge Boeira, este é o momento para o Sindicato da Educação discutir com o governo do estado e garantir que uma parcela dos royalties seja usada para resolver a questão do plano de carreira.
Plataforma em Itajaí vai gerar 7 mil vagas de trabalho
Cerca de sete mil vagas de emprego devem ser abertas em Santa Catarina até o início de 2014, com salários de R$ 2 mil a R$ 35 mil. O empreendimento em questão é a FPSO Cidade de Itajaí, onde haverá trabalho para aproximadamente 180 funções, direcionadas a profissionais com formação desde o ensino fundamental até técnico ou superior.
Os encaminhamentos para preencher estas vagas já começaram. E o mais interessante é que, apesar de se tratar de indústria de petróleo e gás, que logo remete à Petrobras e, consequentemente, à necessidade de concurso público, cerca de 75% da mão de obra é oferecida por empresas terceirizadas.
Isso significa que o processo seletivo não é um ‘bicho de sete cabeças’ e qualquer pessoa pode candidatar-se. “Auxiliar de limpeza e de cozinha, camareira são algumas que não precisam de tanta escolaridade e pagam bons salários. A escala mais usada é 14 por 21 – trabalha 14 dias e folga 21”, conta Luiz Carlos da Silva, consultor regional sul da GigaPetro, empresa com sede em Florianópolis que tem percorrido o estado para divulgar estas informações.
Luiz Carlos e o também consultor John Reginaldo de Souza estão esta semana em Tubarão, onde ministrarão palestra neste sábado, no auditório do Praça Shopping, a todos os interessados em trabalhar na plataforma em Itajaí. Serão oito sessões de uma hora cada, entre 8 e 15 horas. A entrada é um quilo de alimento não perecível ou um litro de leite longa vida, que serão doados à Casa Lar Semente Viva, da capital catarinense, que presta acolhimento infantil.
Capacidade de produção da FPSO Cidade de Itajaí
A Siemens ganhou diversos contratos para o fornecimento de soluções para a produção e distribuição de energia do FPSO Cidade de Itajaí (Floating Production Storage and Offloading), uma unidade flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência de petróleo.
O FPSO terá capacidade de produção de 80 mil barris de petróleo e dois milhões de metros cúbicos/dia de gás, e poderá armazenar aproximadamente 650 mil barris. A operação ainda não iniciou.
O pico de produção do sistema é projetado para ocorrer em janeiro de 2014, e o gás produzido nessa fase será reinjetado no reservatório. O FPSO Cidade de Itajaí ficará afretado à Petrobras por nove anos, a uma taxa diária de US$ 230 mil.
