Início Segurança R$ 25,5 mil em petrechos são apreendidos

R$ 25,5 mil em petrechos são apreendidos

O gerival, conhecido como berimbau, tem chumbos que retiram a alga marinha, onde a larva do camarão é criada.
O gerival, conhecido como berimbau, tem chumbos que retiram a alga marinha, onde a larva do camarão é criada.

Mirna Graciela
Laguna

De sábado até ontem, foram apreendidos diversos tipos de petrechos proibidos para pesca, em um valor total de R$ 25,5 mil. A operação, da Polícia Militar Ambiental de Laguna, foi realizada em vários rios e lagoas da região.
Ontem de madrugada, a fiscalização ocorreu em Garopaba do Sul e balneário Camacho, em Jaguaruna, e Canto da Lagoa e Santa Marta Pequena, em Laguna. No total, quatro policiais apreenderam 48 gerivais (berimbau), tipo de arte de pesca usada na captura de camarões. Cada gerival custa R$ 100,00.

Também foram encontradas 50 bernunças, outro tipo de artefato, que são vendidas a R$ 40,00 a unidade. Esta ação terminou por volta das 4 horas.
No último sábado, os trabalhos concentraram-se na Lagoa do Imaruí, até as 3 horas, quando seis policiais apreenderam 187 gerivais. “Geralmente, quando os pescadores avistam a Polícia Ambiental, saem correndo, porque eles ficam às margens da lagoa, havia cerca de 25. Mas os materiais são todos retidos”, relata o cabo Alves Juarez Alves de Souza, da Polícia Militar Ambiental de Laguna.
O órgão é responsável pelas 17 cidades da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), bem como de Orleans e Lauro Müller, da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Trabalham na corporação 35 policiais ambientais.

As penalidades para quem infrigir a lei ambiental

A fiscalização da Polícia Militar Ambiental de Laguna será ainda mais intensa em lagoas e rios das regiões de sua abrangência (17 municípios da Amurel, e Orleans e Lauro Müller, da Amrec).
Segundo o sargento Carlos Alberto Fernandes, da Polícia Militar Ambiental, responsável direto pela parte de pesca, uma análise minuciosa será feita. “Vamos começar a localizar os estabelecimentos que vendem os petrechos que não são permitidos”, garantiu o sargento.

E os policiais avisam: quem for flagrado com os materiais de pesca proibidos ou sem licença (carteira profissional), além de pagar multa de R$ 700,00, também paga R$ 20,00 por quilo do pescado, quando for pego em flagrante.
Um processo administrativo também é instaurado e o pescador responde por crime ambiental. Mesmo habilitado e se não tiver dentro das normas na utilização dos petrechos na pescaria, também recebe multa, com risco de ter sua carteira recolhida. Também responde a processo judicial e um ofício é encaminhado à secretaria estadual de aquicultura e pesca, com sede em Laguna.

Por que a proibição dos artefatos de pesca? O berimbau é o mais prejudicial!

O gerival, conhecido como berimbau, é um petrecho proibido para a pesca de camarão. Eles são colocados na canoa e o artefato possui chumbos na parte inferior que, ao serem arrastados, retiram toda a alga marinha.
Desta forma, prejudicam a criação do camarão, porque a larva é criada no limo existente. “Temos que coibir esta prática para impedir que no futuro acabe este tipo de pescado. Ele revira todo o limo”, avisa o sargento Carlos Alberto Fernandes, da Polícia Militar Ambiental, responsável direto pela parte de pesca.

A pesca de camarão somente é permitida com a rede de aviãozinho e a tarrafa. Ambos podem ser usados na região de Laguna, mas apenas com uma malha mínima de abertura de 2,5 centímetros.
O aviãozinho consiste em um ponto central com atrativo luminoso cercado de redes com abertura inicial circular, que alarga no centro e estreita no final da rede. Assim, obstrui o retorno do camarão e outros pescados que entram na rede.
Já na Lagoa de Ibiraquera, em Imbituba, somente o uso da tarrafa é permitido. Quanto ao aviãozinho, um acordo foi feito pela comissão local de pescadores para não utilizá-lo (somente uma vez ao ano) e evitar a sua falta futuramente.

A tarrafa pode ser usada, mas com abertura de 2,5 centímetros.

Bagres são apreendidos no Rio Tubarão em prática proibida

O Rio Tubarão também foi alvo da fiscalização semana passada, na altura do Clube 29, em Capivari de Baixo e Laguna. Sessenta quilos de bagres foram apreendidos em redes.
Cinco redes foram apreendidas no rio e foram pegos vários bagres, que pesavam de 5 a 15 quilos cada. Se o rio possui 100 metros de largura, é permitido colocar, no máximo, 30 metros de rede totalmente esticada. E estavam irregulares no limite, de margem a margem.

Os peixes foram doados para uma instituição sem fins lucrativos de Laguna. “Agora, estamos em época de defeso do bagre. Então, a pesca está proibida, até o dia 31 de março”, avisa o sargento Carlos Alberto Fernandes, da Polícia Militar Ambiental de Laguna.

Os bagres foram pegos no Rio Tubarão, em cinco redes irregulares.

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