Lily Farias
Tubarão
A frente fria prevista para ontem formou-se rapidamente na madrugada no Rio Grande do Sul, e atingiu o sul de Santa Catarina com pancadas de chuva, forte atividade elétrica, granizo e rajadas de vento de mais 100km/h em alguns locais.
Na região de Tubarão, Laguna foi a cidade como a maior velocidade de rajadas registrada: 115km/h no Farol de Santa Marta. No estado, destaque para Urubici, onde o vento chegou a 140 km/h no Morro da Igreja.
Em Tubarão, chegou a 80 km/h nas localidades mais afastadas do centro. Na Vila Moema, onde fica a estação meteorológica da Plantar Agronomia, houve registro de ventos de 69,6 km/h. Árvores na beira-rio foram derrubadas, muitas folhas ficaram espalhadas pelas ruas e houve apagões que duraram cerca de uma hora nos bairros vila Moema e Oficinas. Em Capivari de Baixo, também faltou energia.
A temperatura durante a madrugada foi muito alta: 27ºC às 4h54min. Às 6 horas, baixou para 21ºC e chegou à casa dos 28ºC ao longo do dia.
O que causou o temporal foi a oscilação da pressão atmosférica em um curto espaço de tempo. Pela manhã, a pressão atmosférica também ficou instável, e por volta das 9 horas houve outra rajada de vento, mais fraca, cerca de 45 km/h.
“A umidade relativa do ar também preocupou um pouco. De manhã, não passava dos 33%, mas na madrugada chegou a 95%. É muita instabilidade climática”, aponta o climatologista e futuro secretário de defesa civil da prefeitura, Rafael Marques.
Orleans também fica sem energia
O fornecimento de energia foi interrompido em Orleans por causa de um eucalipto que caiu na linha de transmissão que faz a ligação entre o alimentador de Siderópolis e a subestação de Lauro Müller. No início da manhã de ontem, eram mais de seis mil residências sem energia elétrica na Região Carbonífera.
Previsão de pouca chuva na região
Durante a madrugada de ontem, houve vento forte e pouca chuva. Conforme relatório da Plantar Agronomia, choveu apenas sete milímetros. Este quadro tende ser assim pelos próximos dez dias, conforme previsão da Plantar Agronomia. De acordo com o climatologista Rafael Marques, em Tubarão choveu este ano 994 milímetros, muito abaixo da média dos últimos três anos, que foi de 1.300 milímetros.
A população sente os reflexos da seca com a falta de qualidade da água que recebe em casa, uma vez que a captação fica comprometida por causa da grande concentração de resíduos no rio. “Se tem pouca água, os dejetos jogados acumulam com mais facilidade, prejudicando a captação. Sem contar que o setor agrícola também sente os reflexos da seca: o nível dos rios cai, plantações ficam ressecadas”, enfatiza Rafael.
