
Araranguá
Um projeto inovador na recuperação de jazidas para retirada de aterro, dentro das obras de duplicação da BR-101 sul, é realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit). O novo método, chamado de concomitante, faz a restauração da área ao mesmo tempo em que o solo é extraído.
A ação é executada, no momento, na localidade de Sanga da Areia, em Araranguá, no lote 29. Nesta jazida, serão removidos 250 mil metros cúbicos de aterro. Para edificar cada talude de obra-de-arte especial, são necessários aproximadamente 70 mil metros cúbicos de terra.
O trabalho é feito em partes já escavadas e reconformadas da jazida, enquanto os trabalhos de escavação continuam em outro local. O processo aplicado na Cidade das Avenidas é pioneiro na duplicação da BR-101 sul e referência no país.
A recuperação das jazidas segue critérios exigidos pelo Projeto Básico Ambiental (PBA). É a primeira obra de edificação rodoviária em toda a América Latina a seguir um plano de gestão ambiental. O método, inclusive, serve de modelo para o desenvolvimento de novos projetos infraestruturais em outros países.
Para garantir o cumprimento dos objetivos dispostos no PBA da duplicação da BR-101 sul, a Empresa de Supervisão e Gerenciamento Ambiental (Esga), contratada pelo Dnit, executa inspeções regulares aos trabalhos nos nove lotes catarinenses e nos seis lotes gaúchos.
Além da Esga, o consórcio BR101Sul – responsável pela supervisão de obras – acompanha a recuperação de jazidas no lote 28 (Criciúma a Araranguá), lote 29 (Araranguá a Sombrio) e lote 30 (Sombrio a Passo de Torres).