
Tubarão
Os professores da rede municipal de Tubarão decidiram, ontem, iniciar uma greve na próxima terça-feira. A única forma de mudarem de ideia é se a prefeitura apresentar uma nova proposta até segunda-feira, quando será realizada nova assembleia.
Ontem, a secretaria de educação da prefeitura enviou, às 17h30min, uma proposta aos professores. O teor é o mesmo que o Notisul já antecipou: pagamento do piso nacional (R$ 1.187,00) como salário inicial, mas com a redução de alguns abonos.
No documento, consta que o valor da regência seria reduzido para 15%, e o direito a progressão por tempo de serviço trocado por tempo de merecimento. O secretário Felipe Felisbino pediu que os professores concedessem um prazo de 30 dias para a prefeitura analisar a questão financeira.
“Queríamos que na proposta houvesse uma data”, explica o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), Ronaldo da Silva Campos. “Queremos o piso nacional aliado ao nosso plano de carreira”, acrescenta o professor Haner Adriano Kock.
Hoje, a rede municipal conta com 800 professores. Segundo o Sintermut, 70% da categoria já confirmou que cruzará os braços. O salário inicial dos educadores, hoje, é de R$ 216,00 para 20 horas, e R$ 432,00 para 40 horas. Para a complementação da renda, são pagos vale-alimentação, regência de classe de 40%, e abono (R$ 54,30).
Em Capivari de Baixo, as aulas devem continuar normalmente. Uma assembleia geral deve ser realizada no fim da próxima semana.
Adesão à greve aumenta
O índice de adesão à paralisação dos professores da rede estadual de ensino atingiu 92% em Santa Catarina. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), 35,6 mil dos 39 mil professores estão de braços cruzados. Cerca de 600 mil alunos estão sem aula. A secretaria estadual de educação refuta os dados. Ontem, a pasta divulgou seu próprio balanço sobre a greve, iniciada na quarta-feira da semana passada.
Em um boletim, os gestores afirmam que a adesão dos professores é de apenas 36,35% e que há 386 mil estudantes sem atividades escolares. Ainda conforme a secretaria, das 1,3 mil escolas estaduais, apenas 19,25% estão paralisadas totalmente. Na região, o movimento alcançou os 90% ontem. Em apenas duas cidades (São Martinho e Pedras Grandes), não há professores em greve.
Para a próxima semana, é esperada uma nova rodada de negociações entre representantes do sindicato da categoria e do estado. A última proposta apresentada pelo estado versava sobre o pagamento do piso salarial (R$ 1.187,97) para os educadores que recebem abaixo do valor estipulado por lei. A categoria recusou e exige que a medida atinja toda a categoria.