4ª edição da Vitrine das Profissões contou com a palestra de representante do MEC, que abordou a temática no Salão Nobre da Unisul na noite de ontem.
Tubarão
Mais de dez mil alunos de 150 escolas de ensino médio da região Sul do Estado devem passar pela 4ª edição da Vitrine das Profissões, que iniciou ontem no Ginásio Poliesportivo da Unisul, Campus Tubarão. Com o tema ‘Vitrine das Profissões, Meio Ambiente e Sustentabilidade: vamos cuidar das águas’, coordenadores dos cursos, professores e acadêmicos recepcionam, acolhem e orientam os visitantes em dezenas de estandes.
Neste ano, com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Ministério da Educação (MEC) e do Meio Ambiente (MMA), o evento que continua hoje, contou com uma palestra técnica sobre “a Reforma do Ensino Médio”, proferida pela técnica da coordenação-geral de Ensino Médio da Secretaria da Educação Básica do MEC, Cláudia Denis Alves da Paz. Aprovada em fevereiro deste ano (Lei n° 13.415), a Reforma define aumento da carga horária para cinco horas por dia e 40% da grade escolhida pelo próprio estudante. A legislação que reformou o ensino médio aponta cinco trajetos possíveis: Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino Profissional.
A reforma estruturante da educação chama a atenção e causa tanto aprovação quanto discórdia por parte dos professores. De acordo com a palestrante, para o estudante significa a possibilidade de escolha, a partir dos itinerários, para aprofundamento de conhecimentos na futura profissão que mais se identificar. “Desde 1996, com a Lei de Diretrizes e Bases, há vários marcos de alterações e sugestões para a mudança, mas agora, de certa forma, a Reforma faz estas mudanças acontecerem”, reforça a técnica do MEC. A ação estreita a relação com a comunidade escolar, mostrando o universo profissional para jovens que anseiam pela educação superior. “Temos a missão de difundir a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino, e esta é uma oportunidade de se consolidar isso”, destaca Felipe Felisbino, coordenador-geral de Educação Ambiental e Temas Transversais da Educação Básica do MEC, e ex-professor da Unisul em Tubarão.
Reforma
Estudantes não serão impactados pela mudança
A representante do MEC explica que o tão questionado “notório saber” não será válido para todas as áreas de conhecimento. “Só, e somente só, será utilizado o notório saber para a educação profissional, a diferença é que a educação profissional também fará parte do ensino médio”, enfatiza. Os estudantes que estão agora no ensino médio não serão impactados pela mudança. Cláudia delimita que a lei só será implementada com a homologação da Base Nacional Comum Curricular, proposta prevista para ser entregue até final deste ano. Na sequência haverá a fase de consultas, o que deve finalizar em meados de 2018. Com isso, a rede pública ainda terá um ano para se adequar. “A flexibilização do currículo não será uma realidade imediata nas escolas, o MEC ainda está pensando em um programa para auxiliar estados e municípios neste processo de implementação, com início previsto para 2020”, informa.
