
Zahyra Mattar
Tubarão
Os números em relação à ocupação habitacional na Região Metropolitana de Tubarão atestam o crescimento imobiliário. Das 123.889 unidades, 102.356 são próprias. Outros 15.090 imóveis são alugados.
Os dados fazem parte do resultado do Censo 2010, feito pelo IBGE, e reafirmam a expansão do setor da construção civil, especialmente motivada pelas facilidade atuais em adquirir um imóveis e ainda os benefícios do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
Os números também demonstram que as prefeituras estão muito mais empenhadas em diminuir o déficit habitacional na região. A formulação do Plano Local de Habitação de Interesse Social (Plhis) cidades da região é uma das armas para zerar o déficit de casas na região, hoje de 6.443 residências.
Este total, 6.252, é de domicílios cedidos para que terceiros morem. O restante – 191 casas – são de famílias que residem em locais adversos e não salubres. A maior cidade da região metropolitana, Tubarão, tem 1.311 casas cedidas e 69 que são barracos improvisados, entre outros modelos. Isto equivale a um déficit habitacional de 1.380 moradias.
A preocupação está em Laguna. O município tem a metade da população da Cidade Azul, mas contabiliza quase o mesmo número de déficit habitacional: faltam 1.243 casas. Outro número interessante do Censo 2010 mostra como as cidades na região ainda crescem de forma horizontal.
Esta é uma realidade que deverá ser invertida nos próximos levantamentos populacionais, em virtude da falta de espaço nos municípios. Em todas as cidades, a quantidade de casas é extremamente superior a outros tipos de domicílios. São 112.715 residências contra 9.293 apartamentos.