
Zahyra Mattar
Jaguaruna
O repasse de verba para o consórcio Setep/Espaço Aberto, responsável pela abertura do acesso ao Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, está regularizado. Um trabalho conjunto, em Brasília, do secretário estadual de infraestrutura, Valdir Cobalchini, e do deputado federal Jorge Boeira (PT), conseguiu normalizar a situação.
O repasse do recurso da União à obra não era feito desde janeiro, por conta da troca de comando no governo federal. Mesmo com isso, a Setep/Espaço Aberto não chegaram a paralisar os trabalhos em Jaguaruna.
As medições são feitas pelo estado e repassadas ao Departamento nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), que paga pelo trabalho feito. O consórcio deverá começar a receber normalmente nos próximos dias. O custo total da obra do acesso é R$ 18,2 milhões. Deste montante, R$ 15,8 vêm do Dnit. O estado entra com o restante (R$ 2,5 milhões).
O cronograma de trabalhos está em dia. Atualmente, três frentes de trabalho estão em andamento. Uma atua na remoção deste solo mole e na terraplenagem. Este serviço, executado no KM 3 (proximidades do Rio Jaguaruna) da futura estrada, deverá seguir nos próximos meses.
A segunda frente de serviço executa o muro de aterro nas proximidades do viaduto sobre a estrada de ferro da Ferrovia Tereza Cristina (FTC). A terceira equipe está concentrada nas vigas para o viaduto.
A obra do acesso
A estrada terá cinco quilômetros e as obras começaram a ser feitas do empreendimento em direção à BR-101. As desapropriações dos terrenos foram pagas pelo governo do estado e custaram R$ 695 mil. A obra inclui ainda o pátio de estacionamento, uma ponte sobre o Rio Jaguaruna e um viaduto sobre a Ferrovia Tereza Cristina. Os trabalhos, iniciados em junho de 2010, devem ser concluídos este ano.
Ponte de embarque não faz parte da segunda etapa
As obras da segunda etapa do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, estão em fase final. A previsão é bastante otimista: tudo deve estar concluído até o próximo mês. A Espaço Aberto, responsável pelos trabalhos, termina a colocação das divisórias na terminal de passageiros e no prédio do corpo de bombeiros.
Na semana passada, porém, uma questão importante foi levantada pela classe empresarial da região: em tese, a ponte de embarque havia sido suprimida do projeto original da segunda etapa. Mas isto não é verdade, confirma o diretor de transportes da secretaria estadual de infraestrutura, Dilney Chaves Cabral.
A ponte de embarque, na realidade, nunca constou no orçamento da segunda fase do aeroporto. “O que fizemos, de forma moderna e inteligente, foi prever sua utilização no projeto arquitetônico, mas para quando tivermos uma demanda estabelecida e consolidada. De outra forma, seria desperdício de dinheiro dos contribuintes, já que o custa do equipamento é superior a US$ 1 milhão”, corrige Dilney.
Este tipo de equipamento, completa o diretor de transportes, não é fabricado no Brasil. Além de mais de R$ 1,6 milhão para a compra da ponte de embarque, o estado ainda teria que arcar com a importação do equipamento. Algo inviável no momento, até porque o empreendimento em Jaguaruna ainda vai demorar para começar a operar realmente.