Início Geral Rescisão é praticamente inevitável

Rescisão é praticamente inevitável

A terraplanagem da SC-407 está quase pronta, entretanto, nenhum um centímetro de asfalto foi colocado ainda. O material que seria usado foi considerado de qualidade inferior à desejada
A terraplanagem da SC-407 está quase pronta, entretanto, nenhum um centímetro de asfalto foi colocado ainda. O material que seria usado foi considerado de qualidade inferior à desejada

 

Priscila Loch
São Martinho
 
O contrato com a empresa responsável pela pavimentação da SC-407, que liga o Centro de São Martinho à comunidade de São Luís, em Imaruí, deve mesmo ser rescindido. A decisão será tomada na próxima semana, quando o secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Padilha, discutirá o assunto com o secretário estadual de infraestrutura, Valdir Cobalchini.
 
Este mês é o prazo final para a A. Mendes, vencedora da licitação, finalizar pelo menos 80% da obra. Mas este percentual está muito longe de ser atingido. O pavimento nem começou a ser colocado. Isso porque o asfalto que seria utilizado pela empresa não passou nos testes, tinha qualidade inferior ao desejado, revela Padilha.
 
“Até agora, a terraplanagem e as obras de arte estão 80% concluídas. Essa parte é a mais demorada, mas o pavimento é que tem custo mais pesado”, avalia o secretário regional. Ainda falta pagar as desapropriações em três pequenos trechos necessários para abrir a estrada, com investimento total de R$ 160 mil. “Mas não temos orçamento no Deinfra e ficará para 2013”, confirma.
 
Padilha admite que a empresa não recebe desde fevereiro. A justificativa é que a produção foi muito fraca no decorrer do ano. “Nós demos muitas chances, mas eles não fizeram, não vão cumprir o combinado”, lamenta.
 
Obra corre o risco de ficar parada por anos
Caso o governo opte pela rescisão de contrato, a grande preocupação é que o processo de desligamento precise ser feito judicialmente. Isso poderia resultar em obra parada por até três anos, alerta o secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Padilha.
“Não gostaríamos que fosse desta forma, esperamos que tudo seja feito de forma amigável, senão daí é que vai demorar para que a estrada seja concluída”, declara Padilha.
A partir da rescisão, uma nova licitação pode ser feita ou ser chamada a segunda colocada na licitação, a Setep. A diferença de valores apresentados nas propostas é muita pequena, lembra o secretário.
“A empresa acusa o governo de não estar pagando em dia e de não querer conceder aditivo (segundo nos informou pela internet uma funcionária). O governo diz que a empresa é que não está com o cronograma em dia. Neste jogo de empurra-empurra, quem sofre são os milhares de peregrinos e os moradores de São Luís. Quando chove, fica uma estrada intransponível”, lamenta o padre Sérgio Jeremias, reitor do Santuário da Beata Albertina Berkenbrock. 
 
Trabalhos iniciaram há dois anos
No início de julho, um ultimato foi feito à empresa responsável pela obra com o objetivo de impor mais ritmo em 45 dias. O prazo encerrou e não houve o avanço esperado. Nas últimas duas semanas, os moradores revelam que não há movimentação no canteiro de obras.
A obra é aguardada há muitos anos. A pequena comunidade interiorana onde nasceu a beata Albertina Berkenbrock é foco de peregrinações de milhares de fiéis todos os anos. 
Quando os trabalhos começaram, em novembro de 2010, a expectativa era de que ficasse pronta até outubro do ano passado. O serviço foi licitado por aproximadamente R$ 8 milhões.
Ao todo, são sete quilômetros entre São Martinho e a comunidade de São Luís, em Imaruí. Trata-se de uma das obras de infraestrutura turística mais esperadas da região.
 
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