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Sachetti pode cumprir a pena em regime aberto

Capivari de Baixo

O ex-prefeito de Capivari de Baixo, Nilton Augusto Sachetti, poderá pedir a progressão de regime quando cumprir um sexto da pena, de 5 anos e 10 meses. Isto significa que ele poderá passar para o regime aberto (somente dormir no presídio), condição que muitos acreditavam já ser a imposta desde a sua prisão, na semana passada.

Mas ainda há alguns requisitos da lei para este avanço. Um deles é a existência da casa do albergado, o que não ocorre em Tubarão. Por conta disto, alguns juízes, em alguns casos, entendem que é possível progredir diretamente à prisão domiciliar, quando sentenciado fica preso em casa e segue regras, como por exemplo comparecer ao fórum em datas pré-estabelecidas.

No semi-aberto, é possível uma solicitação ao juiz de execução penal, que pode, ou não, autorizar o trabalho externo. “Hoje não tem como pedir isto, pois ele está em tratamento psiquiátrico e recebe o auxílio-doença há alguns meses. Esta é uma situação que ocorre muita antes dele ser preso”, atesta o defensor do ex-político, Clésio Moraes. Sachetti está no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, desde a última sexta-feira.

A rotina de Sachetti no hospital
Segundo um dos filhos de Nilton Augusto Sachetti, Fabrício Sachetti, a situação do ex-político no Hospital Nossa Senhora da Conceição, segue as mesmas regras da prisão. “Ele não pode receber visitas, somente nos mesmos horários que no presídio. Também está algemado e a porta de seu quarto fica chaveada. Um policial faz escolta 24 horas por dia”, descreve Fabrício. Segundo ele, o estado de saúde do pai é delicado. “A pressão está alta e ele tem picos constantes de depressão”, lamenta o filho.

Lembre o caso
O ex-prefeito de Capivari de Baixo, Nilton Augusto Sachetti, foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão por desvio de verba pública. Conforme a ação, ele apropriou-se de R$ 404.977. Os delitos ocorreram em 1996, último ano de sua gestão. Em sentença da comarca de Capivari de Baixo em 2007, o ex-gestor foi condenado em regime inicialmente fechado. Em apelação ao Tribunal de Justiça (TJ), Sachetti conseguiu alterar para o semi-aberto. Em outra ação, o MP demonstrou que Sachetti apropriou-se de um cheque de R$ 73.865. Neste caso, contudo, a pena foi substituída com a prestação de 1.095 horas de serviços à comunidade.

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