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Safra da tainha 2026 começa em Santa Catarina com novas regras e cotas ampliadas

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / SECOM Divulgação OEstadodeSC
FOTO: Ricardo Wolffenbüttel / SECOM Divulgação Notisul

Tempo de leitura: 4 minutos

A safra da tainha em Santa Catarina começou nesta sexta-feira (1º) com novas regras, cotas ampliadas e calendário definido pelo governo federal. A atividade, tradicional no litoral catarinense, mobiliza comunidades pesqueiras e tem forte impacto econômico e cultural no estado.

Mais do que uma atividade produtiva, a pesca da tainha é considerada um patrimônio cultural, especialmente na modalidade artesanal, que envolve ranchos de praia, famílias e práticas transmitidas entre gerações.

Novas regras ampliam limite de captura

Para 2026, uma portaria conjunta do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente aumentou em cerca de 20% o limite total de captura da espécie em relação aos anos anteriores.

No litoral das regiões Sudeste e Sul, o emalhe costeiro de superfície terá limite de 2.070 toneladas. Já o emalhe anilhado contará com cota de 1.094 toneladas, com restrição ao mar territorial catarinense e limite de 15 toneladas por embarcação, com tolerância de 20%.

A modalidade de arrasto de praia, diretamente ligada à pesca artesanal, terá cota de 1.332 toneladas. Em Santa Catarina, 419 licenças foram emitidas para essa prática.

Já o cerco/traineira, de caráter industrial, terá limite de 720 toneladas, dividido entre 15 embarcações autorizadas, com cerca de 48 toneladas por barco.

safra da tainha Santa Catarina
Foto: Guilherme Bento / SECOM Divulgação OEstadodeSC

Calendário define períodos por modalidade

A portaria também estabelece o calendário oficial da safra da tainha em Santa Catarina para 2026:

  • Arrasto de praia: 1º de maio a 31 de dezembro
  • Emalhe anilhado: 15 de maio a 31 de julho
  • Cerco/traineira: 1º de junho a 31 de julho
  • Emalhe costeiro (até 10 AB): 15 de maio a 15 de outubro
  • Emalhe costeiro (acima de 10 AB): 15 de maio a 31 de julho

A pesca artesanal ganha destaque por preservar práticas históricas e fortalecer os vínculos comunitários nas regiões litorâneas.

Monitoramento e controle da atividade

O acompanhamento da safra será feito pelo programa PesqBrasil – Monitoramento, com exigência de envio de mapas de bordo, registros de produção e rastreamento por satélite das embarcações.

Também estão previstos critérios para encerramento antecipado da pesca, como:

  • 85% da cota para o emalhe anilhado
  • 90% para o arrasto de praia
  • 90% da cota individual no cerco/traineira

Tradição forte no litoral catarinense

Santa Catarina é um dos principais polos da pesca da tainha no Brasil. A atividade ocorre tanto de forma artesanal quanto industrial.

Na pesca artesanal, praias de cidades como Florianópolis, Bombinhas e Laguna concentram pescadores durante a safra. No Sul do estado, locais como o Farol de Santa Marta, em Laguna, e praias como Mar Grosso e Rosa mantêm a tradição viva.

Já a pesca industrial ocorre em alto-mar, com base em portos de cidades como Itajaí, Navegantes, Laguna e São Francisco do Sul.

Segundo o secretário de Aquicultura e Pesca, Fabiano Müller, a expectativa é de uma safra positiva em 2026, com acompanhamento próximo do Estado para garantir o cumprimento das regras e o bom desempenho do setor.

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