Tubarão
Entre 0,5% e 17% da população mundial é disléxica. E é preciso ficar atento, pois alguns sintomas já aparecem na pré-escola. O problema é que é grande o número de pessoas que desconhece a doença.
A dislexia é um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. Não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição socioeconômica ou baixa inteligência. É uma condição hereditária motivada por alterações genéticas, apresentando também alterações no padrão neurológico.
“Apresentar os sintomas cedo não indica, necessariamente, que a criança seja disléxica. O diagnóstico só poderá ser feito na fase de alfabetização”, esclarece a psicóloga Sandra Regina de Souza Cruz, da Clínica Pró-Vida, especialista em psicopedagogia.
“A dislexia é um distúrbio exclusivo da leitura e da escrita, acometendo crianças com potencial intelectual normal (a inteligência deve ser normal), sem déficits sensoriais e com instrução educacional apropriada”, destaca o neuropediatra Jaime Lin, da Pró-Vida.
Nesse quadro, o papel do neuropediatra é auxiliar na avaliação e diagnóstico de possíveis má formações do sistema nervoso central (SNC), danos pós-natais ao SNC ou problemas perinatais que possam contribuir para o surgimento da dislexia. “O diagnóstico, no entanto, só é possível após adequada avaliação multidisciplinar”, acrescenta o neuropediatra.
Tratamento
O diagnóstico da dislexia é feito por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, fonoaudiólogo, neuropediatra e psicopedagoga clínica. O método fônico é o mais indicado por ser a dificuldade da relação entre a letra e o som (fonema-grafema) a principal característica do disléxico.
Sinais em idade escolar
Pode ter dislexia a criança que tem dificuldade em: aquisição e automação da leitura e escrita; em copiar de livros e do quadro; na coordenação motora fina e/ou grossa; em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas; lembranças de curto prazo, como instruções, recados; em decorar sentenças (meses do ano, alfabeto, tabuada); em matemática e desenho geométrico; no aprendizado de uma segunda língua. Ela é desorganizada; faz confusão com relação à lateralidade (esquerda e direita); troca, omite e aglutina letras na escrita; tem problemas de conduta; porém, bom desempenho em provas orais.
