Karen Novochadlo
Tubarão
Desde o último dia 1º, os professores municipais estão de braços cruzados em Tubarão. E as negociações, entre o Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal (Sintermut) e a prefeitura não avançam. Nesta sexta-feira, a administração municipal apresentou uma nova proposta, que foi recusada pelos professores em assembleia.
“A proposta do Sintermut aumentaria em R$ 6,8 milhões as nossas despesas anuais com folha de pagamento. Não tínhamos como arcar com este valor. Nosso limite era R$ 5,5 milhões”, reafirma o secretário de educação da prefeitura, Felipe Felisbino. “Os professores estão sendo enganados pelo seu sindicato. Não haverá perda salarial. Quem receber menos pela nova tabela terá uma quantia paga chamada de vantagem pessoal”, continua.
Nesta segunda-feira, os diretores das escolas enviarão uma lista com os nomes dos grevistas, para que sejam descontados os dias parados no salário. A reposição das aulas poderá ser conversada para que não haja perda aos alunos.
A proposta apresentada pela prefeitura oferece o valor da regência de 10%, progressão vertical salarial de 5% a 35%, progressão horizontal salarial de 2% a cada três anos e auxílio alimentação de R$ 140,00. O sindicato não aceita, quer: 20% de regência, progressão vertical salarial de 10% a 40%, progressão horizontal salarial de 2% a cada dois anos e auxílio alimentação de R$ 255,00.
“Os professores querem manter a proposta que apresentamos”, ressalta a presidenta do Sintermut, Laura Isabel Guimarães Oppa. Os professores reivindicam a implantação do piso nacional (R$ 1187,00) sobre o plano de carreira.
Projeto vai para a câmara de vereadores
A proposta apresentada pela prefeitura aos professores nesta sexta-feira irá para a câmara de vereadores como projeto de lei nos próximos dias. O secretário da educação da prefeitura, Felipe Felisbino, alerta: não haverá novas negociações.
Greve estadual
Terça-feira, o comando de greve da rede estadual fará uma nova reunião. De todos os sindicatos regionais, dois optaram por encerrar a greve: Joaçaba e Curitibanos. O estado alega que não pode pagar o que os professores reivindicam, que é o piso nacional (R$ 1.187,00) no plano de carreira. Na região de Tubarão e Laguna, a paralisação prossegue.
Nova proposta da prefeitura
• Salário base de R$ 1.187,00
• Progressão vertical salarial – com índices de 5% a 35%, do nível médio a mestrado; sendo 5% para professor nível 2;.15% para nível 3; 23% para nível 4; e 35% para nível 5. A ideia da prefeitura seria beneficiar os professores que estão em fim de carreira.
• Progressão horizontal salarial – 2% a cada três anos.
• Triênio ou quinquênio conforme o regime jurídico (progressão por tempo de serviço, com índice de 5%, calculado sobre o salário base).
• Auxílio alimentação de R$ 140,00 para professores 40 horas/aula e proporcional para os demais.
• Regência de classe, com índice de 10%.
