
Lily Farias
Tubarão
Com saldo positivo de 79 vagas, a prestação de serviço foi a atividade econômica que mais criou novos postos de trabalho no mês passado, em Tubarão. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, mostram que o setor contratou 556 pessoas.
A classe também foi a que mais demitiu neste mesmo período: foram 477 funcionários dispensados. Mesmo assim, o saldo foi positivo: 79 novas vagas. No relatório anterior, o setor não entrou na lista dos que mais empregam na cidade.
No topo do ranking em junho, com 63 novos postos de trabalho criados, desta vez a indústria de transformação ficou em segundo lugar. O número de contratados foi de 423 pessoas, enquanto o de desligados atingiu 384. Um saldo de 39 novos postos de trabalho no mês passado.
Ocupante do segundo lugar no ranking em junho, com a criação de 31 vagas, a construção civil teve uma queda significativa em julho. Demitiu em maior proporção do que admitiu. Foram 175 contratados contra 191 demitidos. O resultado é um saldo de -16.
Ostentando o terceiro lugar em junho, com saldo negativo (-17), o comércio ocupou o quarto lugar no mês passado, com a criação de 492 vagas. Foram demitidas 543 pessoas. Um déficit de 51 postos de trabalho.
Comportamento já esperado pelo secretário de desenvolvimento econômico da prefeitura, Celso Meneghel. “No inverno, o número de contratações diminui bastante. É diferente nos outros setores, porque não são ligados às estações do ano”, esclarece.
Informática é um dos que mais contrata no setor de serviço
Gerente da Digitusul, no Centro de Tubarão, Daniel Barbosa afirma que o setor de informática é um dos serviços que gera emprego e um dos setores com maior rentabilidade financeiramente.
“Sempre trabalhei focado em vendas neste ramo, há cerca de dois meses começamos a atuar no segmento de manutenção de computadores. Desde então percebi a necessidade de ampliar a estrutura para atender a demanda de clientes. É um mercado que não para de crescer, parece não ter fim”, valoriza Daniel.
O técnico de informática Tiago Limas, 30 anos, colaborador da Digitusul, atua no ramo da informática há oito anos e nunca ficou sem trabalho. Ele diz que é um mercado em constante expansão e que sempre disponibiliza oportunidades. “A falta de mão-de-obra qualificada é uma realidade que não dá para virar as costas. Fica desempregado nesta área quem quer. Tem emprego para todo mundo”, avalia Tiago.
Aumenta o índice de emprego em Imbituba
Em junho, Imbituba fechou o período com saldo negativo: -91. Mas no mês passado o dado foi positivo em 64 novos postos de trabalho. Em primeiro lugar está o comércio, com um saldo de 34 vagas abertas. O setor contratou 113 pessoas e demitiu 79.
A construção civil contribui com 19 novas vagas. Contratou 35 novos empregados e demitiu 16. Em junho, o saldo havia ficado negativo. Nesta área, foram 43 admissões e 122 desligamentos, um total de -79.
A indústria de transformadores contratou 32 pessoas e demitiu 20. Um total de 12 vagas criadas. O setor de serviço tem um déficit de -15. Demitiu mais do que contratou. Foram 62 admissões e 77 demissões.
A realidade de Imbituba pode mudar, avalia o secretário de desenvolvimento econômico e turístico da prefeitura, Roel Antonio Ruiz. “A vinda de novas empresas para a cidade, em poucos meses, vai acelerar a contratação em todos os setores. O resultado é o desenvolvimento ordenado do município”, enfatiza.
Setor de serviço também cresce em Laguna
O setor que mais empregou em Laguna, no mês passado, foi o de serviço. Gerou 26 novos postos de trabalho. Foram 114 pessoas contratadas e 88 demitidas. Em junho, o segmento ocupou o segundo lugar, com um saldo de nove novos postos de trabalho.
Em segundo lugar ficou a construção civil, com a criação de 25 vagas. Admitiu 45 pessoas e demitiu 25. Natanael Wisintainer, secretário de desenvolvimento econômico e social da prefeitura durante o período de estudo do Caged, acredita que este numero aumentará. “A Camargo Corrêa (responsável pela obra da Ponte de Anita) ainda contratará nos próximos meses. E não será somente em uma área”, projeta.
Em terceiro lugar aparece a indústria de transformação, com duas vagas negativas. Foram 32 contratações contra 34 demissões. Em junho, o setor havia aberto oito vagas de emprego.
O comércio está quarto com lugar, com -4. Contratou 105 pessoas e demitiu 109. A agropecuária caiu para a quinta posição, com 16 contratações e 41 desligamentos em julho. Um déficit de 25 vagas.