
TUBARÃO
Clemente de Souza, 77 anos, não participava de uma corrida há mais de três anos. Por precauções médicas devido a uma lesão no joelho, o maratonista de Tubarão resolveu se aposentar das provas. Na última quinta-feira, no entanto, após meses de preparação e treinos, ele participou da prova de São Silvelho, em Laguna.
O atleta repetiu uma tradição pessoal ao cruzar a linha de chegada em primeiro na sua categoria. “Estava desacreditado. Não poderia mais correr. Os médicos falaram que teria que me cuidar. Se continuasse correndo o meu joelho não iria aguentar. Mas fui persistente e consegui alcançar o resultado”, comemora.
Clemente conta que já participou de mais de duas mil provas em todo o Brasil e conquistou mais de mil medalhas. “Comecei minha vida de atleta aos 32 anos e tive que ‘encerrar’ aos 74, neste período foram muitos os lugares que conheci por meio do esporte. Esses quase três anos sem participar de competições foi muito complicado”, lembra.
De acordo com o maratonista tubaronense, a prova da semana passada surgiu como um presente para coroar um novo momento. “Ainda me sinto muito bem. Se não fosse a lesão no joelho direito poderia dizer que sou um menino. Voltei a treinar nas últimas semanas e tive muito apoio dos meus amigos Vilmar Locks e Robson Tonelli, o Robinho da academia. Se não fosse esse incentivo acredito que não conseguiria”, agradece.
Em 2000, o atleta, já idoso, participou da tradicional São Silvestre, em São Paulo, e sagrou-se campeão na categoria de 60 a 64 anos. Atualmente, Clemente é um dos organizadores de corridas do Cortuba. Em 2016, ele carregou a tocha Olímpica na Cidade Azul.