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Servidores iniciam greve na segunda

Manifestantes buscam reajuste salarial desde janeiro em Imaruí. Vários atos já ocorreram no município, que tem cerca de 12 mil habitantes  -  Foto:Edjalma Ferreira Fernandes/Divulgação/Notisul
Manifestantes buscam reajuste salarial desde janeiro em Imaruí. Vários atos já ocorreram no município, que tem cerca de 12 mil habitantes - Foto:Edjalma Ferreira Fernandes/Divulgação/Notisul

Jailson Vieira
Imaruí

Os servidores da prefeitura de Imaruí entrarão em greve na próxima segunda-feira. A informação foi anunciada ontem no fim da tarde pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal, Edjalma Ferreira Fernandes. 

Ele esclarece que, desde janeiro, os sindicalistas negociam com o prefeito Manoel Viana (PT) o reajuste do piso do magistério, onde a lei federal número 11.738/2008 determina que o gestor corrija o salário dos profissionais da educação no primeiro mês de cada ano.

“Iniciamos as negociações em fevereiro, mas até agora não tivemos uma resposta do gestor municipal. Como não chegamos a um acordo, foi deliberado, na última reunião, que o prazo final em que esperaríamos por uma posição do prefeito seria hoje (ontem), mas, infelizmente, não fomos procurados. Não temos outra opção a não ser a paralisação geral dos trabalhos”, conta Edjalma.

Além dos profissionais da educação, os servidores das demais áreas deverão paralisar. Desta maneira, alguns serviços ficarão comprometidos, como a falta de atendimento em postos de saúde, creches e escolas fechadas, iluminação pública, emissão de alvarás, entre outros. “Pedimos a reposição inflacionária que, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, de março, está acumulada em 9,91%. Porém, o gestor maior do município não ofereceu nenhuma contraproposta. Somente disse que não pode oferecer nada pela falta de recursos”, informa o presidente do sindicato.

De acordo com a secretária de Educação de Imaruí, Maria do Carmo Matos, até ontem ela não sabia que haveria greve e, se ocorrer, relata que a paralisação não terá muitas adesões nas unidades de ensino. Edjalma salienta que o governo diz não ter dinheiro para o reajuste, porém, o número de funcionários com cargos comissionados teve um acréscimo, em dezembro, de 72 para 91 servidores.

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