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Servidores podem responder por crime ambiental

Tubarão

Está nas mãos do judiciário o inquérito encaminhado pela Delegacia de Trânsito e Crimes Ambientais de Tubarão sobre a investigação realizada no Centro de Controle de Zoonoses (CCZT).  Documento que, após a análise do Ministério Público (MP), deverá determinar se vai ocorrer uma ação penal.

Conforme o processo, são indiciados o administrador do CCZT, José Carlos Lopes, o ex-diretor da Fundação Municipal de Saúde, Marco Antônio Santos, a atual diretora da fundação, Tanara Cidade, além da prefeitura e a fundação. O prefeito Olavio Falchetti também poderá ser integrado ao grupo caso haja indícios por parte do executivo, porém não foi indiciado.

No inquérito são descritos os principais crimes investigados. Como o funcionamento do CCZT sem a licença ambiental adequada, além do descarte irregular de resíduos e medicamentos, e o local de vazão da água utilizada na limpeza dos canais, que seguiam diretamente ao terreno, sem passar por tratamento correto.

Em março do ano passado, o CCZT, por determinação do MP, foi fiscalizado após denúncias de maus-tratos aos animais chegarem à delegacia. Na época, o delegado André Luis Mendes da Silveira não identificou esta irregularidade, mas instaurou um inquérito para apurar outras discordâncias do local com a legislação.

O poder público informou que busca a licença ambiental para o centro, que deve ser realizada ainda neste mês, e que os demais problemas apontados pela Polícia Civil já foram resolvidos.

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