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Sobram três mil vagas na região

Uma das maiores preocupações do setor da construção civil é a falta de mão-de-obra. Com a Copa do Mundo, no próximo ano, este problema deverá ser anda mais evidente. Na região, sobram pelo menos três mil vagas no setor.
Uma das maiores preocupações do setor da construção civil é a falta de mão-de-obra. Com a Copa do Mundo, no próximo ano, este problema deverá ser anda mais evidente. Na região, sobram pelo menos três mil vagas no setor.

Karen Novochadlo
Tubarão

Todos os meses, a paisagem urbana de Tubarão se transforma. Uma nova edificação surge ou uma casa desaparece para dar lugar a um prédio. Este é o sinal mais aparente do crescimento do setor da construção civil, que produz riquezas e gera empregos para o município e para a região.

Contudo, um detalhe poderá fazer com que os empresários do segmento pensem duas vezes antes de investir: falta de mão-de-obra para alavancar novos projetos. Com a construção de estádios para a Copa do Mundo no Brasil e as obras para as Olimpíadas, entre outros trabalhos em execução do setor público, não existem trabalhadores para suprir as demandas estaduais, quem dirá as regionais.

O presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) de Tubarão e Região, Silvio Ghisi, revela um dado bom e ao mesmo tempo preocupante: na região há espaço para a contratação imediata de pelo menos três mil pessoas. “Mas quando conseguimos cinco, já é uma vitória”, lamenta Silvio.

Ele utiliza sua própria empresa, a Camilo & Ghisi, como exemplo. Em um projeto que desenvolve em Araranguá, teve que buscar dez trabalhadores na Itália.

Não haviam pessoas capacitadas para utilizar as máquinas importadas especialmente para esta obra. Ao mesmo tempo em que tentam investir em pessoas, muitos empresários começam a dar preferência a empregar mais recursos em tecnologia.

“Nesta nossa obra em Araranguá, estes dez italianos e as máquinas novas fazem o trabalho de 30 ou 40 pessoas. A preferência é empregar pessoas, mas estamos sem saída, sem opção. Não há interessados”, pontua Silvio.

Ônibus escola
Um projeto da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) é disponibilizar, no próximo ano, um ônibus escola para a capacitação de mão-de-obra. Com isso, os cursos rápidos podem ser acessados por um maior número de pessoas e com um custo mais acessível. “Ainda não sabemos se este projeto passará por Tubarão. Esperamos que sim. A carência na cidade e na região é imensa”, torce o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) de Tubarão e Região, José Silvio Ghisi.

120 mil metros quadros é a quantidade de área construída por ano na região pelas empresas filiadas ao Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) de Tubarão.

R$ 130 milhões é quanto o setor da construção civil na região movimenta por ano, em média.

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