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Sobre a “Democratização nas escolas” é necessário esclarecer alguns fatos que foram ignorados pela imprensa

1º O governo do estado só acabou com a indicação política para diretores nas escolas, porque o Plano Nacional de Educação exige 20 metas, que até 2020 terão que ser cumpridas. Na meta 19 fica claro que os estados e municípios serão obrigados a implantar a gestão democrática nas escolas. 
 
2º A forma em que está sendo implantado em Santa Catarina. O correto seria debater profundamente o processo democrático com os pais, alunos, professores e sindicato, e partir dos debates, definir a melhor forma de escolha e gestão. Da forma como foi imposta, um decreto, os principais interessados não foram consultados, tão pouco puderam opinar outra forma seria criar um projeto de lei. Um decreto empurra um modelo a ser seguido. É contraditório estabelecer a democracia nas escolas de forma arbitrária.
 
3º O processo é um avanço de o gestor ter formação específica e um plano de gestão, por outro lado, o candidato a diretor passará por uma banca avaliadora montada pela secretária de estado de educação. Será que as escolhas da comunidade escolar será respeitada por essa banca?
 
4º O Estado só está chamando três mil novos professores por conta de um cumprimento de uma ordem judicial. Mesmo assim, na última chamada para ACTs, eram cerca de 20 mil vagas. Estamos longe de formar um quadro de professores efetivos, o que na prática interfere diretamente na qualidade do ensino.
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