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Sua casa, SUA CARA!

Henry Oscar Demathé - Engenheiro civil desde 1994 e arquiteto e urbanista desde 2003,  tem como foco no trabalho sempre trazer a identidade do cliente para a decoração do ambiente.
Henry Oscar Demathé - Engenheiro civil desde 1994 e arquiteto e urbanista desde 2003, tem como foco no trabalho sempre trazer a identidade do cliente para a decoração do ambiente.

Zahyra Mattar
Tubarão

Ter uma boa casa é o sonho de todo brasileiro. E conseguir fazer daquele cantinho um reflexo da sua personalidade é, sem dúvida, complicado. Em especial para quem faz uso de um decorador ou arquiteto para auxiliar nesta missão.

Muitas vezes, o cliente tem dificuldade de passar para o profissional o que realmente deseja. Assim como esta falha de comunicação pode fazer com que o profissional não capte exatamente os desejos do cliente. Fato é que ter o auxílio de um bom arquiteto ou design de interiores é mais do que bem-vindo. Então, desqualificar a importância dele é o primeiro erro.

Mas é possível inserir características pessoais no momento de escolher como será cada ambiente do apartamento, mesmo quando a tarefa é delegada? A resposta tem apenas duas palavras: sem dúvida.

“Acredito que a inserção das características pessoais do cliente no projeto seja primordial. Isso se dá com a parceria e a conexão entre cliente e arquiteto. Longas conversas com troca de experiências nos levam ao êxito na elaboração do projeto”, determina o engenheiro civil, arquiteto e urbanista Henry Oscar Demathé.

Um dos profissionais mais atuantes da atualidade no sul de Santa Catarina no que se refere ao desenvolvimento de projetos e de interiores, Henry é categórico em afirmar que o equilíbrio é a palavra-chave para que cliente e profissional celebrem o resultado de um projeto.

“Não necessariamente precisamos fazer apenas o que nos agrada, e sim a vontade do cliente. Claro que sem esquecer os preceitos básicos de conforto, funcionalidade e praticidade. Sabemos que o que é belo para um pode ser horrível para o outro. Por isso, o equilíbrio harmônico é fundamental em qualquer tipo ou estilo de projeto”, analisa.

Além das questões individuais, Henry chama a atenção para algo bastante comum no dia a dia do escritório: a divergência de opiniões entre os casais. Ela prefere uma cor, ele outra. Ela prefere o rústico, ele o contemporâneo.

“Neste caso, é preciso um pouco de habilidade para contornar a situação. Geralmente, quando o profissional mostra os pontos positivos e negativos de cada situação, um acordo é facilmente costurado”, completa.

Sala
Tem conotação social, das trocas, das relações. É o local onde se faz a transição entre o interno e o externo, onde se utilizam máscaras sociais na intenção de revelar aos outros quem desejamos ser.
• Dica do arquiteto: A sala é um ambiente que reflete a personalidade dos proprietários por meio dos móveis e dos objetos de decoração. Conforto é a palavra-chave neste espaço, requisito indispensável para receber os amigos e vivenciá-lo diariamente. Independente do estilo da decoração, a escolha de um bom sofá é fundamental.

Sala de jantar

Carrega um aspecto formal, onde se busca a socialização da família com os seus convidados. É um ambiente que deixa implícitas a organização e as normas de etiqueta.
• Dica do arquiteto: Vale lembrar que uma sala de jantar não é composta apenas de mesas e cadeiras. Claro que a escolha desses móveis é fundamental na organização do ambiente, mas não apenas isso. A proporção na dimensão dos móveis em relação ao espaço é primordial para garantir o sucesso no resultado final. Espelhos, tapetes e quadros são grandes aliados nestes ambientes. Sem esquecer da iluminação, que deve valorizar o espaço como um todo.

Cozinha

Representa o útero da casa, o afeto, a nutrição. É também o espaço das transformações profundas.
• Dica do arquiteto: Neste ambiente, a praticidade é, com certeza, essencial, independente se a cozinha é básica, gourmet ou profissional. De acordo com a necessidade dos proprietários, a escolha dos equipamentos determinará o caminho a ser tomado no restante do projeto. A ergonomia não deve ser esquecida, já que as alturas de bancadas e armários para uma pessoa de 1,50m não são as mesmas para uma de 1,80m.

Quartos

São os lugares onde se sonha e onde a sexualidade pode ser expressa de forma mais livre – referem-se ao inconsciente, à subjetividade, ao corpo e aos prazeres.
• Dica do arquiteto:  Podemos considerá-lo um espaço de refúgio. Sempre que pensamos em relaxar, descansar e chegar em casa, o que nos vem à cabeça é a nossa cama, confortável e macia. Por isso, não economize na escolha de uma. A praticidade e o aconchego devem andar juntos na elaboração deste espaço, independente do estilo.

Banheiro

É o espaço mais íntimo e que transmite a vulnerabilidade do ser. É o local onde surge a imagem do verdadeiro eu, frágil e sem artifícios.
• Dica do arquiteto: Foi-se o tempo em que o banheiro era considerado apenas um ambiente funcional e pensado desta forma. Hoje, além de funcionais, os banheiros são projetados para serem espaços de relaxamento. O uso de jardins de inverno contribui para quebrar a frieza destes ambientes.

Fonte: Scientific American Brasil, com comentários do engenheiro civil, arquiteto e urbanista Henry Oscar Demathé.

"Há uma regra de decoração que merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz”.
Martha Medeiros 
Jornalista, escritora e poetisa brasileira

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