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Sul ergue a bandeira

Lideranças empresariais do sul catarinense erguem a bandeira do modal ferroviário. Classe inicia neste mês uma série de encontros para buscar apoio político para completar a estrutura logística do sul catarinense
Lideranças empresariais do sul catarinense erguem a bandeira do modal ferroviário. Classe inicia neste mês uma série de encontros para buscar apoio político para completar a estrutura logística do sul catarinense
Zahyra Mattar
Tubarão
 
Ligar a Ferrovia Tereza Cristina (FTC), sediada em Tubarão, à malha nacional é uma antiga reivindicação do sul catarinense. O projeto já está em elaboração. Iniciaram em 2009, sob investimento de R$ 20 milhões.
 
Em paralelo, o Plano Básico Ambiental (PBA), uma das partes mais importantes da obra, também começou a ser realizado. O trabalho é realizado pelo consórcio STE/Oikos, com um investimento de R$ 3.931.180,00, exclusivamente do governo federal.
 
Os técnicos percorrem todos os 235,6 quilômetros de extensão do traçado planejado de Imbituba, onde terminam os trilhos da Tereza Cristina, sediada em Tubarão, até Araquari, no norte catarinense.
 
Agora, a Litorânea acaba de ganhar aliados importantíssimos: as lideranças empresariais das regiões metropolitanas de Criciúma e de Tubarão assinalaram a obra como prioridade.
 
Inclusive, encontros no sentido de organizar a classe e erguer esta bandeira, a exemplo do que foi feito com o Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, em fase final de implantação, ocorrem desde o mês passado.
 
A partir deste mês, reuniões com deputados, das esferas estadual e federal, começam a ser agendados para buscar apoio, em especial junto da União.
 
Além disso, os empresários querem sensibilizar o estado para que haja integração férrea no território catarinense. Para isso, a proposta é focar a atuação da Ferrovia do Frango (que interliga do oeste catarinense) no transporte de granéis.
 
Os grãos seriam escoados pelo Porto de Imbituba, uma vez que a estrutura já possui perfil graneleiro há muitos anos.
 
A complementação da logística do sul catarinense
A exemplo da Ferrovia da Integração, a Litorânea também deverá ficar a cargo da Valec Engenharia Construções e Ferrovias, uma espécie de ‘braço’ executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) destinada a toda a logística férrea brasileira.
 
Quando estiver pronta, a Ferrovia Litorânea interligará os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além de encurtar distâncias, ampliará de forma significativa as oportunidades de negócios, com maior ênfase às exportações, cujos custos serão bem menores do que hoje.
 
O trajeto também prevê a interligação dos Portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. O projeto do trecho entre Imbituba e Porto Alegre ainda não começou a ser feito, a elaboração tem estimativa mínima em R$ 18 milhões. 
 
Já o custo da obra em si (trecho catarinense e gaúcho) é previsto que ultrapasse a casa do R$ 1 bilhão e tem previsão de ficar pronta em 24 meses após a contratação das empresas. Ainda não existe um prazo para o lançamento dos editais.
 
A parte de Imbituba a Araquari (no norte catarinense) já tem Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) aprovado e em vigência. Um trabalho com custo aproximado de R$ 3 milhões, exclusivamente do governo federal.
 
A história que se desenvolve pelos trilhos
Os 980 quilômetros de ferrovias em território catarinense são operados pela Ferrovia Tereza Cristina (FTC) e pela América Latina Logística (ALL). As linhas operadas pelas FTC, com sede em Tubarão, têm 164 quilômetros de extensão, dez locomotivas e 443 vagões. 
Os trilhos interligam a região carbonífera ao Porto de Imbituba, passando por de Capivari de Baixo, Imbituba, Laguna, Tubarão, Sangão, Jaguaruna, Içara, Criciúma, Siderópolis, Morro da Fumaça, Urussanga e Forquilhinha. 
Os principais produtos transportados são o carvão mineral (da região carbonífera até o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo) e produtos cerâmicos (até o porto, para exportação).
 
A obra
A ampliação e interligação férrea em Santa Catarina começou a ser pauta no governo federal há cerca de dez anos. Os estudos de viabilidade entre 2002 e 2003. Em maio de 2009, o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) lançou o edital para a realização dos estudos de impacto ambiental e dos serviços de arqueologia para obtenção do licenciamento ambiental. Confira o que é feito neste momento:
 
• Lote 1 – De Imbituba Tijucas
Inicia-se a cerca de 1,6 quilômetro ao sul do acesso a Imbituba, via BR-101, e estende-se até a margem direita do rio Tijucas, em um total de 120,6 quilômetros. 
Empresa vencedora da licitação: Consórcio Magma/Astep.
Investimento: R$ 9.048.934,52.
 
• Lote 2 – De Tijucas a Araquari
Inicia-se na margem direita do rio Tijucas e estende-se até a junção com a linha férrea da América Latina Logística (ALL) que liga Mafra, no planalto norte catarinense, ao Porto de São Francisco do Sul, no litoral norte do estado, nas imediações da localidade denominada Areias Brancas, em um total de aproximadamente 115 quilômetros.
Empresa vencedora da licitação: Consórcio Vega/Prosul.
Investimento: R$ 8.559.122,84
 
• Plano Básico Ambiental (PBA)
Lote único, entre Imbituba e Araquari, em um total de 235,6 quilômetros.
Empresa vencedora da licitação: consórcio STE/Oikos.
Investimento: R$ 3.931.180,00
 
 
 
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