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Superlotação ainda preocupa

Hoje, são mais 120 cães no local
Hoje, são mais 120 cães no local
Maria Julia Goulart
Tubarão
 
São muitos os cães abandonados nas ruas da Cidade Azul. A situação gera transtornos para muitas pessoas que se preocupam com doenças que podem ser transmitidas e com a saúde dos próprios animais.
 
Para amenizar o problema, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recolhe alguns bichos, porém, somente aqueles que, de fato, prejudicam a saúde pública, como, por exemplo, os machucados ou com sarnas ou raivosos são recolhidos. O processo ocorre por meio de um veículo próprio do local, contudo, o espaço não pode ser resumido como canil.
 
“Não é atribuição de o CCZ recolher os animais abandonados. Segundo a lei municipal nº 3.759 de 2012, apenas aqueles que apresentam riscos à saúde são encaminhados ao CCZ”, explica a diretora de vigilância epidemiológica da prefeitura de Tubarão, Rita de Cássia Schmitz.
 
Atualmente, o local está em pleno funcionamento. Desde julho deste ano, procedimentos cirúrgicos já começaram a ser efetuados. Um dos problemas da administração era quanto o recebimento de medicamentos. Impasse já solucionado. “Quando os remédios acabam fazemos o pedido de mais. Aguardamos novo recebimento para que ainda mais ações possam ser priorizadas no local”, ressalta Rita.
 
A superlotação de animais é o que ainda preocupa. Criado para atender cães, gatos e animais de grande porte, os cachorros ainda são os únicos a ocuparem o espaço. “Hoje, estamos com 120 cães, quando a capacidade não passa de 80”, informa o administrador do CCZ, Luiz Stopassole.
 
Falta de licença ambiental
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em Tubarão, está próximo de chegar ao pleno funcionamento. O local iniciou as atividades em 2009 e hoje já está com a estrutura quase finalizada. O quadro funcional já está completo (duas veterinárias, um administrador, dois tratadores e um motorista).
O CCZ ainda não possui licenciamento ambiental. “Falta a separação com o sítio arqueológico, que já é providenciado”, explica a diretora de vigilância epidemiológica da prefeitura de Tubarão, Rita de Cássia Schimtz. 
Outro problema enfrentado é o destino dos dejetos dos cães. A construção da fossa ainda não foi realizada. Rita garante que o projeto já está pronto e aguarda o levantamento do orçamento para ser encaminhado para o processo licitatório. Em julho, a obra para a construção da fossa de filtro eólico era orçada em R$ 50 mil.
 
Adoção
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recolhe apenas os animais que afetem a saúde pública. Estes bichinhos recebem medicação devida e, na medida em que os cães são adotados, passam pela cirurgia de castração.
A administração do local realiza feiras de adoção constantes para dar um novo lar para os animais. A última foi realizada no último sábado, como uma das atividades do Dia D. Dos 25 cães disponíveis, 23 foram adotados. A próxima feira já é organizada, porém, ainda não possui uma data exata para a realização.
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