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Surtos epiléticos da arte

Abondade cristã, por excelência, é cada vez mais tripudiada, coberta de escárnio. Esta onda blasfema, que Cristo já tinha previsto, vem de vários séculos atrás, desde a revolução protestante. A Revolução Francesa (1789) pretendia abolir a religião católica pela perseguição do clero e dos fiéis. Depois de uma temporada de paz, reiniciou-se o processo na revolução comunista de 1917, pela perseguição aos cristãos e judeus, proclamando um estado ateu, onde deveriam ser extirpados todos os vestígios de religião. “A religião é o ópio do povo”, diria Marx. A “revolução” de 1968, chamado ano louco e enigmático do século 20, foi o ponto de partida para uma série de transformações políticas, éticas, sexuais e comportamentais, que afetaram as sociedades da época, de uma maneira irreversível e universal. Por efeito, estamos agora enfrentando um relativismo moral e cultural, abala as estruturas de toda a sociedade no mundo. As atuais manifestações pelo caminho da violência fazem parte deste terremoto moral.
 
A arte, atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, tendo como objetivo externar as suas percepções, emoções e ideias; assume só um significado, diferente e sui generis.
Não se podia deixar de entrar neste tema, diante de tantas baboseiras em nome da chamada arte no último evento do Rock in Rio. Embora houvesse alguns conjuntos que mereceram admiração de sua criatividade, não se pode deixar de repudiar certos absurdos em nome da “arte” que lá foram praticados. 
 
O absurdo foi o grupo Banda Ghost (foto abaixo), pelo personagem “Papa Emeritus”, um pontífice satânico, em uma afronta ao nosso Papa. A imagem grotesca e ridícula era uma agressão contra o maior símbolo moral da humanidade. A própria plateia respondeu com um sonoro silêncio de repúdio. Sendo um grupo sueco, por que não satirizaram a figura de seu Rei Carlos ou ainda Maomé? Talvez, se fizessem fossem presos quando voltassem à sua pátria; quanto ao segundo, não teriam a chance de uma próxima apresentação.
 
Sem identificação no palco, satirizaram os símbolos cristãos por ser um povo tolerante e pacífico; nisso está sua arrogância. Para quem não tem caráter, só vale a covardia. Por ironia, temos plena convicção, que todos eles devem ser cristãos pelo batismo.
 
As apresentações foram em uma atmosfera de lixo cênico inspirada em rituais satânicos e de terror. Que pena, eles levantam um brado de socorro e desespero pelo abismo moral e existencial, de uma vida sem qualquer sentido; mergulhados nas trevas de seus instintos. Neste desespero, procuram destruir a nobreza e os valores da sociedade. Certamente, suas letras musicais fortemente satânicas e repugnantes é o vômito de seus delírios existenciais.
Toda arte é bem vinda, desde que não se proponha a ofender pessoas, entidades, ou grupo instituídos. Dá-nos asco e nojo deste tipo de cultura…
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