Cíntia Abreu
Tubarão
Os ventos fortes e a chuva da madrugada de ontem causaram medo nos moradores de todo o estado. A lembrança das intensas chuvas que causaram grandes transtornos início do ano ainda estão fresquinhas na memória da população.
No estado, 45 municípios precisaram do auxílio da Defesa Civil ontem. O oeste novamente foi o mais atingido e registrou quatro mortes devido ao temporal. Felizmente, foram poucos os estragos em Tubarão e região.
Apesar do pouco prejuízo, o município de Jaguaruna foi o mais prejudicado. “Três escolas, a secretaria de obras e o ginásio de esportes tiveram parte da estrutura destelhada. E cerca de 45 casas foram danificadas”, informa o secretário de obras da prefeitura, Edenilson Montini da Costa.
O supervisor de frios Nilton César Marçal teve a sua casa de veraneio, localizada em Garopaba do Sul, em Jaguaruna, parcialmente destruída pelos ventos. “Os vizinhos ligaram às 2 horas apavorados contando que a casa estava indo abaixo. Esperei a chuva diminuir e fui ao local, mas já encontrei a casa sem telhado e algumas paredes no chão”, lamenta Nilton.
Na localidade de Morro Grande, em Laguna, três pessoas sofreram ferimentos leves e foram socorridas pelos bombeiros depois de um desmoronamento de terra sobre a residência onde moram. A casa fica próximo à encosta.
O diretor da Defesa Civil em Tubarão, José Luiz Tancredo, conta que as equipes de trabalho ficaram de sobreaviso durante todo o feriado. “Não há possibilidade de ocorrer o mesmo do início do ano. As chuvas não serão tão intensas”, garante o diretor.
A explicação do fenômeno
A chuva e os ventos que fizeram os tubaronenses lembrar do cenário caótico do início do ano, quando várias cidades da região foram atingidas, não foram tão fortes como era previsto. “Enquanto eu monitorava, fiquei bastante assustado, pois os dados mostravam que o temporal atingiria toda a Amurel”, lembra o engenheiro químico da estação meteorológica Oregon, localizada na Vila Moema, em Tubarão, Rafael Marques.
Por questão de sorte, a linha de instabilidade afastou-se para o oceano. “Por isso, Jaguaruna foi mais prejudicada que o restante das cidades. As nuvens afastaram-se para o oceano exatamente na cidade, e isto fez com que a chuva avançasse na Amurel com menos intensidade”, explica Rafael.
