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Terrenos são um incógnita

 

Zahyra Mattar
Tubarão
 
A missão à Europa e à Ásia, da qual participou a comitiva de Tubarão, liderada pelo vice-prefeito Pepê Collaço, serviu para mostrar o potencial da região sul catarinense. Pretensões de instalações de empresas italiana e chinesa voltaram na mala.
Mas existe um ponto a ser solucionado e que é vital para que estes investimentos nacionais possam ser concretizados: a prefeitura de Tubarão não é dona da área de 90 hectares previamente selecionada para ofertar para estas marcas.
As áreas são da Tractebel Energia, sediada em Capivari de Baixo. Pelo menos até quando a concessão durar. Em nota exclusiva ao Notisul, o diretor de produção da empresa, José Carlos Cauduro Minuzzo, é evasivo quanto ao pleito de doação ao município.
O diretor confirma a visita do prefeito Manoel Bertoncini, e do vice-prefeito, no dia 24 do mês passado. Escreve que o ante-projeto para instalação de uma área industrial, no terreno da Tractebel Energia junto à BR-101, foi apresentado.
“Foi solicitada uma avaliação de como poderíamos negociar a área para este fim. A Tractebel Energia estuda esta questão a luz da concessão do Complexo Jorge Lacerda junto ao poder concedente e ainda não tem uma posição formada”, assina José Carlos. O poder concedente neste caso é a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
 
Outra opção não é tão boa
Ainda que tenha demonstrado certa surpresa ao receber a informação de que a Tractebel Energia ainda não tem uma posição formada sobre a doação de terra para instalação de multinacionais em Tubarão, o vice-prefeito Pepê Collaço (PSD) não desanima. Ele sustenta que a Tractebel sempre foi parceira da cidade e certamente fará de tudo para atender a mais este pedido. 
“A intenção é que a empresa faça a doação. Caso contrário, vamos partir para a desapropriação. Outra opção é que a Tractebel devolva a área à União para então ser doado à prefeitura”, sugere o vice-prefeito.
E se nada disso for viável? Pepê acredita que a cidade tem outras áreas possíveis. Lembra da extensão de terra ao lado onde será construído o Instituto federal de Tubarão, no bairro Campestre.
Sem asfalto e com acesso limitado, o local não é atrativo e pode não agradar. Nos próximos dias, líderes políticos e empresariais farão nova apresentação do projeto à Tractebel. “Um passo de cada vez. Estamos confiantes”, valoriza o vice-prefeito.
 
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