Zahyra Mattar
Tubarão
A intenção de multinacionais instalarem-se em Tubarão ainda está na esfera da possibilidade. Em missão à Europa, neste mês, o vice-prefeito Pepê Collaço (PSD) conseguiu expor os potenciais da região para italianos e chineses. Mas a concretização destes projetos é algo mais complexo.
Um dos primeiros entraves, se é que se pode colocar desta forma, é a questão da cessão da área para a implantação destas empresas. O local, de 90 hectares, pleiteado pela prefeitura, não pertence ao município.
O espaço já faz parte de uma cessão, feita há anos pela União à Tractebel Energia. Sempre parceira da cidade e da região, a diretoria da termelétrica não nega o pedido, mas condiciona a negociação à renovação da concessão junto ao poder concedente, no caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A afirmação foi divulgada logo após o retorno do vice-prefeito da Europa, o diretor de produção da empresa, José Carlos Cauduro Minuzzo, enviou nota exclusiva ao Notisul, onde confirmava a avaliação, solicitada pela prefeitura, de como a área poderia ser negociada, mas que, em virtude da questão da concessão ainda não ter sido discutida, a empresa ainda não tem uma posição formada.
O posicionamento ainda é o mesmo. Pepê já anunciou que, caso a negociação com a Tractebel não dê certo, o município tentará a desapropriação da área. Também não está descartado o oferecimento de outro espaço, como a extensão de terra ao lado onde será construído o Instituto Federal de Tubarão, no bairro Campestre. Mas, como não dispõe de asfalto e tem acesso limitado, o local não é atrativo e pode não agradar.
