- O fogo começou como um incêndio normal, mas próximo das 18 horas (fuso-horário local) deste sábado, de uma forma inesperada, “com ventos de todos os lados”, propagou-se de uma “maneira impossível de controlar”.
- O fogo alastrou-se aos concelhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, também no distrito de Leiria.
- Altas temperaturas e a seca potencializaram o incêndio, que deflagrou parte da Vila de Pedrógão Grande, disse o diretor do Departamento de Meteorologia e Geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
- Um novo balanço do incêndio dá conta de 62 mortos, disse neste domingo (18) o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.
- Todas as vítimas são civis, segundo o secretário de Estado da Administração Interna.
- Há 54 feridos. Entre eles há oito bombeiros, quatro dos quais em estado grave.
- Seis feridos do incêndio de Pedrógão Grande dos que se encontram internados no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) estão em estado grave, disse o presidente deste centro, Fernando Regateiro. Desses seis feridos graves, cinco estão nos cuidados intensivos com ventilação.
- De acordo com o site da Proteção Civil, as operações mobilizam neste momento 692 homens e 215 viaturas.
- A rede Siresp (operadora da Rede Nacional de Emergência e Segurança) foi restabelecida, depois de alguns constrangimentos, e a operadora de telecomunicações MEO instalou já uma rede de suporte para comunicações móveis.
- EDP Distribuição informou hoje que desloca geradores para os locais afetados pelo incêndio que destruiu Pedrógão Grande, Leiria, estando em contato com os autarcas da zona e assumindo dificuldades no terreno.
- Em Pedrógão Grande encontram-se já elementos da Polícia Judiciária e seis técnicos do Instituto de Medicina-Legal.
- Evolução do incêndio: mantém-se inalterado, com quatro frentes ativas, duas das quais de “extrema violência”.
- Foi ativado o plano de emergência distrital.
- Antônio Costa afirmou que vai ser decretado luto nacional quando “estiverem apuradas totalmente as circunstâncias e as consequências”.
- Foi montado um hospital de campanha, em Avelar, e a casa mortuária de Pedrógão Grande foi aberta para receber os corpos das vítimas. A vereadora da Ação Social da Câmara de Figueiró dos Vinhos, disse à Lusa que vários técnicos municipais estão hoje no terreno a acompanhar as famílias retiradas das casas. “Temos meios do próprio concelho e do serviço distrital de segurança social”, com apoio de “médicos e escuteiros”.
- O centro de saúde de Pedrógão Grande foi hoje transformado num centro hospitalar para tratar os feridos e as vítimas do incêndio que deflagrou no sábado neste concelho do distrito de Leiria.
- Polícia Judiciária afasta origem criminosa de incêndio. O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) afirmou hoje à Lusa que o incêndio que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa.
- O comissário europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianides, anunciou hoje que a União Europeia (UE) está pronta ajudar Portugal, tendo já sido enviados aviões de combate a incêndios pelo Mecanismo de Proteção Civil europeu.
- A FPF avançou que o próprio organismo, os treinadores, os jogadores e todo o staff da seleção nacional que estão em Kazan, na Rússia, decidiram juntar uma verba para entregar ao município de Pedrógão Grande, com o objetivo de auxiliar as famílias das vitimas do incêndio. Para além disso, a Federação Portuguesa de Futebol estipula um minuto de silêncio pelas vítimas.
- A agenda do presidente da República está suspensa até terça-feira. Marcelo Rebelo de Sousa tinha agendado para hoje a entrega do Prémio D. Diniz, da Fundação da Casa Mateus, ao escritor Mário Cláudio.
- Fogo em Pedrógão Grande é dos mais mortíferos nas últimas décadas em Portugal. Especialista diz que incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande é dos mais graves do mundo.
