
Amanda Menger
Tubarão
A angústia deu lugar à alegria na vida da família Linhares, de Tubarão. A mudança ocorreu há algumas semanas com o tão sonhado transplante de rim de Débora, 6 anos. A cirurgia foi realizada na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre. Em fevereiro, a menina chegou a ser internada para fazer o transplante, porém, nos exames realizados no pré-operatório, constatou-se que a chance de rejeição do órgão era grande e o rim foi recebido por uma outra menina.
O caso de Débora é acompanhado pelo Notisul há um ano. Em outubro de 2008, os pais da menina, Zelma e Nivaildo, pediam ajuda para custear o tratamento. Na época, o medicamento custava mais de R$ 700,00 e a casa onde moravam não oferecia as condições sanitárias adequadas para abrigá-la. Débora tem insuficiência renal crônica desde bebê. Aos nove meses, retirou um tumor no rim esquerdo. Em 2008, os problemas voltaram. Débora usava um catéter peritonial que era ligado à noite em um aparelho que simulava a função dos rins.
A menina passou por uma cirurgia quarta-feira para retirar o catéter. Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, Débora recupera-se bem e não precisará mais fazer a diálise. Além disso, ela já consegue alimentar-se e caminha pelos corredores do hospital.
Os voluntários da Sociedade Amigos Transplantados e Insuficientes Renais da Amurel (Satira), como Terezinha Paulino Coutinho, aguardam a volta de Débora e Zelma. “Estamos muito contentes com o transplante. A expectativa é que em mais um mês elas voltem para Tubarão. O próximo passo é a compra da casa, já que as condições de higienização são importantes para a recuperação da menina, mas é preciso que o financiamento seja liberado pela Caixa”, conta Terezinha. O medicamento que Débora precisará tomar quando tiver alta hospitalar será fornecido pelo estado (a família já ganhou a ação judicial).