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Trégua externa

Ogoverno deveria aproveitar “a trégua externa” de pressão sobre a economia para tomar medidas necessárias para recuperar os equilíbrio das contas e restaurar a confiança.
 
Uma das origens da trégua foi o pronunciamento do presidente do Banco Central Americano (FED) de que não é viável parar de uma vez só a compra dos títulos de longo prazo do Tesouro. Continuará a comprar os US$ 85 bilhões mensais. A redução da compra será estendida no tempo necessário para não criar uma convulsão da economia americana e por decorrência no resto do mundo. Mas é bom registrar de que o homem deixará a presidência do FED em janeiro de 2014. Há de se imaginar então o que será promessa e o que será previsão.
 
A outra variável que estava importunando o mundo todo era o eminente e prometido ataque militar dos Estados Unidos à Síria. Fato que poderia elevar e tornar muito volátil o preço internacional do petróleo e outras “commodities”. O acordo estabelecido entre os americanos e os russos com a aceitação do governo da Síria desarmou os ânimos. Resta a esperança de que o acordo será cumprido e que as armas químicas tomem um destino neutro.
 
Por influências internas continuam as incertezas das concessões de serviços públicos (antigamente chamadas de privatizações) e o famoso leilão do campo de Libra. Agora sem a participação do “cartel anglo americano” pela desistência das quatro grandes. Inimaginável que aquelas empresas poderiam se associar a uma empresa estatal brasileira, mas ficando fora das operações. A imaginação ficou um pouco turva devido ao marketing do governo brasileiro e o aplauso dos nacionalistas e outros aficionados. O risco do preço de mercado e custo de operação ainda é uma incógnita. Dai a dificuldade para que seja operado por empresa pública com dinheiro privado. Eu imagino que o resultado contará com os chineses participando do negócio.
 
E os contornos da campanha eleitoral de 2014 começam a ser desenhados para serem clarificados a partir do próximo mês.
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