Início Educação Tubarão aprova substituição de sinais sonoros nas escolas para inclusão de alunos...

Tubarão aprova substituição de sinais sonoros nas escolas para inclusão de alunos com TEA

Tubarão aprova mudança de sinais sonoros nas escolas
FOTO CVT Divulgação Notisul

FOTO CVT Divulgação Notisul

Tempo de leitura: 2 minutos

A Câmara de Vereadores de Tubarão aprovou um projeto de lei do Poder Executivo que determina a substituição dos sinais sonoros nas escolas públicas e privadas do município. A medida busca reduzir incômodos sensoriais em estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta segue agora para sanção do prefeito.

Pelo projeto, os sinais usados para indicar o início e o término das aulas deverão dar lugar a alternativas mais suaves. As escolas poderão adotar recursos sonoros, visuais ou táteis, desde que garantam acessibilidade e não prejudiquem o funcionamento das atividades.

Escolas poderão usar luzes, painéis e dispositivos com vibração

Entre as alternativas previstas estão luzes piscantes de diferentes cores e painéis eletrônicos com mensagens escritas. Outros recursos visuais considerados eficazes e não invasivos também poderão ser adotados.

O projeto ainda permite sinais táteis, como vibrações em dispositivos portáteis e pulseiras vibratórias.

A proposta considera a sensibilidade sensorial que pode estar presente em pessoas com TEA. Estímulos auditivos intensos podem provocar desconforto nesses estudantes.

A mudança dos sinais sonoros nas escolas também poderá beneficiar outros alunos que apresentem sensibilidade a estímulos auditivos.

Prazo para adequação vai até dezembro de 2027

Além das mudanças nos sinais, os estabelecimentos deverão promover ações de conscientização e capacitação para funcionários e professores.

A intenção é ampliar o conhecimento sobre as necessidades específicas dos alunos com TEA e contribuir para um ambiente escolar mais inclusivo e acolhedor.

As instituições terão até 31 de dezembro de 2027 para cumprir as determinações.

Segundo o projeto, as despesas necessárias para as adaptações deverão ser previstas no orçamento de cada estabelecimento. Na rede municipal, a Fundação de Educação será responsável pela implementação da medida.

Como a proposta ainda depende da sanção do prefeito, as novas regras entram na etapa final do processo antes da implementação.

Sair da versão mobile