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Tubarão não tem dinheiro para atender reivindicações

Professores fazem uma nova assembleia amanhã
Professores fazem uma nova assembleia amanhã

Karen Novochadlo
Tubarão

Representantes da prefeitura de Tubarão comprovaram, ontem, em números que não há condições de pagar o que os professores municipais reivindicam. Hoje, com a folha de pagamento do magistério, são gastos R$ 17 milhões por ano. Se atender às exigências, a conta subirá para R$ 46 milhões.  
 
Este valor é muito acima da capacidade municipal. Pela lei de responsabilidade fiscal, o governo não pode gastar mais de 54% da arrecadação com salários. Hoje, os recursos provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) são de R$ 14 milhões. 
 
O consultor Luiz Araújo, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), esteve ontem na cidade para analisar as propostas feitas pela prefeitura e pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut). “Elaborei duas outras em cima do que foi me apresentado. Uma terá os custos de R$ 24,4 milhões e outra de R$ 24,2 milhões. O plano de carreira que o município tem hoje é inviável para os cofres públicos”, constata Luiz. 
 
“Hoje (ontem), tivemos uma projeção da realidade. Por causa das contas públicas, não há dinheiro. Faltou um planejamento da prefeitura para pagar o piso estabelecido por lei”, explica a presidenta do Sintermut, Laura Isabel Guimarães Oppa. No próximo ano, haverá um novo reajuste no salário dos professores. 
 
Os educadores reivindicam a implantação do piso nacional (R$ 1.187,00) como vencimento inicial, o que a prefeitura já sinalizou que fará. Mas terá que reduzir o valor de algumas gratificações como regência. Os professores não querem perder direitos.
 
 
Negociação continua hoje
Hoje, os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) e do governo do estado realizam uma nova rodada de negociações. Ontem, foram realizadas assembleias em todo o estado, inclusive em Tubarão. “Não concordamos com a proposta apresentada na segunda-feira. O valor da regência não é o que queremos e o achatamento na tabela salarial continua”, afirma Tânia Fogaça, uma das coordenadoras regional do Sinte em Tubarão.
 
O estado ofereceu 25% de regência aos professores de 1ª a 5ª série, 17% para os de 6ª a 9ª e ensino médio e 15% aos demais. Amanhã, haverá uma nova assembleia estadual para discutir os próximos movimentos da greve. A estimativa do Sinte é de que mais de 90% dos professores aderiram à greve. Mas o governo indica que está disposto a negociar. 
Os professores estaduais reivindicam o piso nacional (R$ 1.187,00) como vencimento inicial e a continuação do plano de carreira.  
 
Nova assembleia
Amanhã, será realizada uma nova assembleia do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut). O secretário de educação, Felipe Felisbino, garante que uma nova proposta salarial e de plano de carreira será enviada até o encontro. Nesta sexta ou segunda-feira, será julgada a ação no tribunal de trabalho em Florianópolis sobre a legalidade da greve.
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