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Um ano de amargar

No Vale do Braço do Norte, a situação do produtor somente não é pior porque na maioria das propriedades a atividade é feita junto com outra: quem tem suíno, também tem vaca leiteira, planta feijão ou outra cultura
No Vale do Braço do Norte, a situação do produtor somente não é pior porque na maioria das propriedades a atividade é feita junto com outra: quem tem suíno, também tem vaca leiteira, planta feijão ou outra cultura

 

Zahyra Mattar
Braço do Norte
 
Este foi um ano bastante difícil para a suinocultura no Brasil. Houve uma certa recuperação na reta final, mas no geral o produtor atravessou momentos difíceis. A expectativa para 2012 não anima devido à falta de estabilidade no segmento.
 
O ano fecha com um custo de produção na casa dos R$ 2,45 e uma renda de R$ 2,80 para o criador. Ao longo de 2011, contudo, houve meses em que o preço pago pelo suíno chegou a R$ 1,83, enquanto o custo de produção chegou a quase R$ 3,00.
 
Historicamente, entre o verão até o fim da Páscoa, o consumo da carne suína diminui drasticamente. “A questão cultural manda muito o mercado. O Brasil caminha no contrário do mundo, onde o suíno é mais consumido que o bovino”, lamenta o presidente regional sul da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Adir Engel.
 
A crise do setor, iniciada há três anos, está longe de ser superada enquanto o segmento depender exclusivamente do mercado interno, opina Adir. “É preciso que a abertura do mercado asiático, como anunciada este ano, seja efetivada rapidamente. O governo precisa ser mais ágil”, reivindica o presidente.
 
Paralelamente, o preço da carne de porco, para o consumidor, também influi para que o giro econômico seja menor. “O valor do quilo no mercado é quase o mesmo da carne bovina. Alguém ganha, e não é o produtor e nem o consumidor”, argumenta Engel.
 
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